> A Profecia de Margarida: 2009

sábado, 7 de fevereiro de 2009

SINOPSE


Pode alguém fugir do destino?

A humanidade sobrevive escorada em prognósticos sentenciados por forças divinas e, de acordo com este fato, nada foge à sina traçada por deus.

Na história de Margarida eu tento mostrar como seria fácil consertar o mundo se houvesse o destino com cada pessoa cumprindo a sua missão, como Margarida, sem lutar contra a correnteza que lhe conduz ao sina profetizado antes mesmo de nascer e, ainda, se preparando para a cumprir com sua missão.

Os obstáculos ela supera sem medo, deixando sua proteção a cargo de quem escreveu sua história para entrar, de sola, contra o mal enraizado na política que controla a sociedade de sua Nação, amparada somente pela autoridade de vereadora de um município sem importância para o sistema político do país onde nasceu.

A Profecia de Margarida é baseada na realidade política atual do Brasil, vista pelo autor.

Esta história tem início, em 1980, quando todos os bandidos de Corrupo são perdoados (anistiados) de seus crimes, assumem a liderança do povo num golpe de estelionato eleitoral, impõe o terror tirando todos os direitos dos cidadãos e danando a Pátria.

Margarida Nasce de uma mãe precoce, de 12 anos, e começa sua peleja, aos 8 anos de idade, com a missão de acabar com o banditismo político de seu município oferecendo exemplo para o seu estado, Soborno, para sua Pátria, Corrupo, e até para o mundo.

Sinopse:

Margarida nasce pobre, passa fome, se transforma em ambulante de doces e balas, em menina de rua; começa a vender flores nas ruas e consegue galgar o status de empresária no ramo da decoração para eventos dos mais variados.

Consegue se manter virgem, sexualmente, até adulta.

Ingressa na política, é eleita Vereadora e começa sua peleja.

Aos 18 anos, Margarida conhece o Charles, numa sala de bate papo na internet, que se transforma em seu amor virtual e protetor ferrenho, capaz de usar todo tipo de recurso em sua proteção.

Charles escala uma ex juíza, Dra Carmem Capelli, maga no campo jurídico, para ser o seu anjo da guarda, ao mesmo tempo convoca um competente mercenário para protegê-la na área criminal, com a função de afastar qualquer ação contra a vida da moça sem essa perceber.

Com ajuda de Carmem e de Lúcio Margarida começa a ganhar terrenos sobre a corrupção em seu município, provocando todo tipo de reação do banditismo político, empresarial e de diversas facções criminosas de todos as áreas, inclusive do tráfico, obrigando Lúcio, o mercenário contratado por Charles, a atuar como um 007.

Os Autores

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

A PROFECIA DE MARGARIDA



Como quase tudo neste Planetinha chamado Terra tem a ver com os deuses criados a semelhança do criador Humano (o ser mais enganoso, danoso e perigoso deste ambiente), a população também é controlada, desde antes de nascer, por esse ‘deus’ ou por prognósticos em formas de sentenças.

Assim a vida dos serviçais: empregados, operários, trabalhadores...; dos ‘servos’ das elites feudais; dos fãs das celebridades, dos ‘vultos’, das personalidades e dos ídolos; dos ‘rebanhos’ dos Padres, dos bispos, dos cardeais e do Papa; das ‘ovelhas’ dos Pastores Protestantes; dos ‘cavalos’ de exus e orixás (médiuns) dos pais e mães de santos; dos ‘eleitores, ‘leitores’ e consumidores (fregueses) têm que ser escrita, antes de acontecer, em forma de profecias.


Dessa maneira - só dessa maneira tem explicação - surge a Margarida para salvar um município, trazer paz para seu povo e medo para os corruptos de toda uma Nação, podendo, ainda, servir como exemplo para os habitantes de todo o Planeta.

“Zé Mané” é um município do estado “Soborno” de um País chamado “Corrupo”, que já teve o nome de “Salto do Tupiniquim Currado” logo em sua descoberta; depois foi batizado de “Ilha do Índio Traído” e, por fim, “Corrupo”, nome eleito unânimemente pelo congresso político daquela Nação de corrupanos, liderado por Ali Renan Lulaf Mulla Babá... - Mas isso é outra história.



Vamos à narração escrita dessa história quase verdadeira:


Parte I




“Porto” é um bairro do município de "Zé Mané”. Foi o bairro dos poetas, de malandros que não matavam e não roubavam. Não era assim como hoje, cheio de bandidos que roubam de crianças às velhinhas, escondidos atrás de capacetes, montados em motos, em bicicletas e até unidos em arrastões, sem que o povo, sofrido por opção, tenha condição de reagir.

O bairro Porto tinha um clube com time de futebol; tinha uma grande Igreja Católica com padres de verdade e escolinhas de catecismo; tinha árvores e pindobas para enfeitar as festas juninas e as barraquinhas nas ruas e nas praças de bairro; tinha um cinema e até uma estação de trem. A garotada tinha quadrilhas de festa juninas, times de futebol e por ai afora.

A comunidade de Porto se reunia em alguns espaços públicos em todas as datas festivas, ou inventava datas para festas; promovia gincanas...

Os moradores do bairro Porto desfilavam no centro do Município de Zé Mané com um bloco carnavalesco e com bandas de alunos de várias escolas - entre elas, duas escolas de nome PORTO: uma estadual e outra particular.

O Povo desfilava alegre e feliz em fevereiro (carnaval), em abril (descobrimento de Corrupo), em maio (dias das mães), em Junho e Julho (festas Juninas), em agosto (dia dos Soldados e das Forças Armadas de Corrupo), em setembro (Independência de Corrupo), em outubro (semana da criança), em Novembro (Proclamação da República Corrupana), em Dezembro (Nascimento de um de seus deuses, filho de outro) e dia 31 ao dia 1º de janeiro do ano seguinte. Se deixasse, desfilava até no dia da bandeira, no dia da libertação dos escravos e no dia do nascimento e da morte de Tiradentes...


Eles eram felizes e não sabiam.

Os salários do povo na economia privada, eram pagos semanalmente e, religiosamente, às sextas-feiras.

Com o cartão, contracheque, carteira de trabalho assinado ou com o carnê do de mensalidade do INPS pago, a população era tratada em clínicas particulares... E até no dentista. As mães, os pais e até as concubinas eram considerados dependentes desses trabalhadores e tinham os mesmos direitos, sendo atendidos em todos os lugares com dignidade.

Mas a vida da Nação Corrupo mudou, depois de 1980, quando um presidente metido a general, anistiou todos os bandidos da Nação, dando-lhes direito de se candidatarem aos cargos públicos (eletivos). E assim, anarquistas e terroristas cassados por roubos em sindicatos, roubos em bancos, por corrupção, por estupros políticos através de guerrilhas e até por assassinatos; reaveram os seus direitos políticos e aos poucos foram assumindo o poder: voltando às repartições, às ONGs (sindicatos, associações, partido políticos...) numa danação diabólica e programada para transformar o perdão (anistia) em degrau e acesso ao poder e ter forças para cobrar indenizações à população pobre e danar tudo, incluindo ai a vida da população do município de “Zé Mané” e de seu bairro, Porto.

Com a liberdade dos bandidos, que numa jogada de estelionato político, fizeram surgir várias quadrilhas (partidos), todo o povo quisera candidaturas - "Ora..." - pensaram -
"Se bandidos que roubaram bancos e sindicatos, incendiaram e até mataram podem se candidatar, porque não um operário de verdade?"

E assim foi feito. O bairro Porto teve candidatos à Vereador pra cacete!!! Todos cheirando Brizola ou o ku do Mulla ou do Craker Mulaff...

Apareceram siglas como as estrelas do céu: PDS, PMDB, PDT, PT, PTB, PSD... MST, MLST, MTST... Depois surgiu PRONA, P-SOL, CV, PCC, FV... Mais adiante, numa mágica indecente, aparece até a tal de CPMF, aumentam os descontos para o IOF, aumentam os descontos nos contracheques dos trabalhadores, suspendem os salários semanais, lhes tirando direitos diversos e cobram contribuições para o tal de INSS, que substituiu o Plano de saúde dos trabalhadores (INPS), para pagar anistiados (perdoados) políticos; tiram dinheiros até dos velhinhos aposentados e ou pensionistas. Obrigando todos a pagar planos de saúde, planos de aposentadorias, fundos diversos... Enriquecendo os bandidos anistiados de uma hora para outra. E enganando o povo pagando a mídia.


As idéias de jericos surgiram como areias no deserto e uma nova constituição se fez necessário para a total ocupação do banditismo.

E assim os bandidos covardes que fugiram de Corrupo até vestidos de mulheres, outros denunciando, em troca de exílio, quem aqui ficou - e que lutava, de forma honesta, em prol do próprio direito de manifestar seu pensamento e por eleições diretas para presidente, prefeitos em áreas tida como de Segurança Nacional, e de governadores das capitais - saíram as ruas empurrando o povo, como escudos, e pedindo a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte.

Aprovado e convocada a Assembléia Constituinte, esses bandidos foram os primeiros a se apresentar.

Eleitos, eles só pensaram neles e fuderam o povo numa jogada de estelionato, tomando tudo que o povo tinha. Prepararam a Carta Magna para lotear e depois vender o País.

Antes mesmo das mudanças feitas pela Assembléia Nacional Constituinte, o bairro Porto também se fudeu! (claro).

A educação em toda a Nação de Corrupo foi a pique com os professores (as) se tornando fantasmas à serviço das quadrilhas políticas que assumia a Nação, indiretamente, através dos sindicatos, de empresas estatais, dos serviços públicos, dos conselhos de educação, de saúde, da criança e adolescente, de ONGs criados por eles e até das igrejas católicas; através de eleições nos municípios e estado (1982)... E, por fim, do governo Federal, cada grupo empurrando o seu vassalo por um partido (quadrilha) diferente, elegendo ‘Fcolorido’, depois o ‘Tupete mineiro’ assume porque o grupo vassalo ‘colorido’ comia sozinho; mais adiante entra o ‘Fcacete’ e por último o Renan Lulaf que já tinha destruído um sindicato.

A educação do bairro Porto não seria exceção, né?

Assim, as escolas públicas e particulares do bairro Porto começaram a serem roubadas também:

Sumiram os instrumentos musicais (acabaram com as bandas nas escolas e com os desfiles dos alunos, oferecendo, em troca, uma Passeata Gay);


Sumiram as formaturas e até o hino nacional cantado nas entradas das aulas;

O patriotismo foi combatido com astúcia desde o ensino maternal;

Sumiram as aulas de educação físicas e as quadras e outros aparelhos esportivos nas escolas públicas;

Suspenderam o ensino de um segundo idioma, que agora seria essencial para a globalização se ministrado desde o ensino maternal;

Sumiram as aulas regulares e até comidas e carteiras onde os alunos sentavam...

Os professores também passaram a faltarem o serviço - alguns ligados aos bandidos, sempre com a falta abonada por um (a) diretor (a) 'amigo';

A luta por ‘direitos’ dos professores pelegos, que começaram a se esconder em gabinetes, passou a ser cada dia maior, sem ter quem defendesse os direitos dos alunos, já que tudo, incluindo ai as assistentes sociais e os conselhos tutelares, estavam nas mãos dessa esquerda de bandidos anistiados;

A partir daí, as crianças passaram a ficarem nas ruas em todas as greves que havia, numa média de 90 dias parados por ano, fora as faltas individuais dos ‘profissionais de deseducação’, os enforcamentos de dias entre feriados, os diversos recessos (janeiro, fevereiro, junho, outubro e dezembro) e da má vontade desses falsos mestres...

Os professores públicos passaram a ter mais recessos, faltas e folgas que os políticos do Congresso Nacional de Corrupo. Isso, na educação, foi praticada até a desanimação total, acabando na tal evasão escolar que empurrou as crianças corrupanas às criminalidades, às informalidades, à prostituição, à ociosidade... Marginalizando mais de uma geração, acabando com o sossego da Nação.


Hoje, eles, os professores politiqueiros, serviçais dos bandidos perdoados (anistiados) matriculam muita gente para agradar o presidente Renan Lulaf (enganando o povo com ajuda da mídia comprada), mas não ministram aulas, deixando todos nas ruas, nas garras da criminalidade e, ainda para apressar a derrocada da Nação num inferno como Gaza, entregam algumas camisinhas fracas, verdadeiras armadilhas, para que os alunos façam sexo com o (a) coleguinha sem se importar que seja o tal de sexo homossexual, às vezes, até incentivando o ato mutante (sexo gay ou lésbico) pregando a tal aversão ao ‘homofobismo’ numa heterofobia ‘midiana’ e histérica.

Não estão nem ai para a maternidade precoce provocada pela fragilidade ou má qualidade das tais camisinhas, compradas com preços superfaturados e com o dinheiro do erário (em troca de alguma comissão), para que sejam distribuídas para os alunos sem aulas, sem escolas, sem direito às artes, aos esportes, às culturas ou mesmo à uma escola ou habitação digna, jogados nas favelas, morro acima ou mangue adentro.

Matriculam muita gente, sem ter onde colocar e jogando nas ruas. Mas é mentira que o governo matriculou a 93% das crianças de Currópo, porque têm as ONGs que também dizem atender milhões de crianças; têm escolas particulares dos antigos tubarões da educação; têm os marginais, os meninos de ruas... Se têm 93% matriculados, este documento serve como prova da enganação coletiva.

Só a Fundação Bradesco diz atender 800 mil crianças;


A Fundação Airton Sena mais algumas milhares;

Tem a Fundação do Unibanco, da Petrobrás, do Banco do Brasil... De uma enorme quantidade de empresas privadas, estatais e de economia mista... Tem até estrangeiros nessa onda de auxiliar e ou cuidar de crianças corrupanas;

Tem a Fundação Roberto Marinho, a Fundação Xuxa e de outras celebridades pedindo dinheiro nos meios de comunicações para as crianças e adolescentes, dizendo cuidar de milhares de crianças...

Tem ONGs que vai mais a frente e diz cuidar de três milhões de crianças carentes.

Ora, juntando tanta dedicação de ONGs e dos governos, todos cuidando de crianças: alimentando e matriculando em suas escolas. O que sobra para as escolas particulares?


Onde está a mentira dessas ‘esquerdas’ bandidas, constituídas por ex-bandidos perdoados (anistiados)?

A evolução dessa regressão social e educacional do bairro Porto teve até corrupção do alto escalão promovido pela quadrilha política que assumiu o poder no estado “Soborno”, em 1983.

Liderado pelo governador “Brizola Lá Cheyrar” - um dos bandidos que fugiram de Corrupo vestido de mulher – uma dessas quadrilhas política mandou construir um monte de monumentos em forma de prédios, todos em morrinhos em beiras de rodovias ou ferrovias, que serviria como outdoor para elevar a sigla PDT ao conhecimento coletivo.

Chamados de ‘Cheira cola’ esses monumentos idiotas (CIEPAs) foram espalhados por todo o município de 'Zé Mane' e pelo estado de 'Soborno', para a educação pública, com o maior “papo de cerca Lourenço”, tentando convencer à população Estadual, a Nação Corrupana e ao mundo: “que uma nova Era educacional se iniciava em Corrupo”. Diziam que aqueles prédios: “eram avançados, inteligentes, práticos e dignos de gente; e que abrigaria um projeto educacional de primeiro mundo, chamado CIEPA (Centros Integrados e Educação Pública Avançada)”, contando uma montoeira de historinhas que fez ‘rebanhos’, ‘ovelhas’, ‘cavalos’ e ‘bois’ dormirem.

Não disseram os valores que gastariam e muitos deles ficaram ricos dizendo construir mil desses monstrengos sem conseguir acabar 300. Mas gastando todo o recurso destinado e não destinado com a divisão da bolada entre eles mesmos. No final do primeiro mandato começou a aparecer a deficiência da idiotice e da incompetência do projeto rabiscado por um 'fazedor de monumentos de concreto', chamado ‘Oscar Comunista’.


Não podiam ter chamado um arquiteto de verdade?

Nem tiveram inteligências para convidar um Lúcio Costa ou um Roberto Burle Marx para orientar o artista fabricador de monumentos. Assim os prédios perderam a utilidade logo no primeiro ano, pois os alunos escutavam ecos das conversas na secretaria, escutavam as aulas ministradas por outros professores em salas distantes... A porra do monstrengo de concreto foi construída para arrumar dinheiro e servir como outdoor, não servia para mais nada, muito menos para a educação num futuro tecnológico e para a educação completa e informatizada.

O governo do município de "Zé Mané", liderado na época por um pipoqueiro corrupto, eleito pelo PDT, tendo como vice um político do PT, foi cassado sem punição, sem devolver dinheiro e sem, nem mesmo, perder os direitos políticos. Depois de cassação assume o vice, que era puxa saco do Renan Lulaf (PT), e que também deve ter ganhado com a corrupção para as construções dos tais ‘Cheiras colas’ no município, pois foram eles que indicaram os terrenos.

O povo do Bairro Porto só perdeu com a regressão social promovida por essa ‘esquerda’ bandida de 1980 pra cá:

Além de perder as escolas com bandas de músicas, professores, carteiras, educação física, ensino profissionalizantes no segundo grau;

Perdeu os postos de saúde, que mal ou bem atendia quem não tinha carteira de trabalho assinada e não pagava o INPS como autônomo ou biscateiro;


Perdeu as Forças Armadas que convocavam, empregando e oferecendo profissões para os jovens que completavam a idade de 17, 18 e 19 anos...

Perdeu o INPS (uma espécie de Plano de Saúde) que atendia os trabalhadores, com dignidade, em qualquer hospital ou clínica, pública e ou particular...

Perdeu também o Clube que mantinha o time de futebol local;


O cinema que fazia a festa da garotada e dos enamorados da região e das comunidades periféricas;

Perdeu o bloco carnavalesco que abrigava os poetas e bons malandros, por causa da inflação que também evoluiu chegando, em alguns meses, a até 198% ao mês. Ou porque outro malando, espelhado no sucesso dos bandidos políticos, criou uma igreja e saiu comprando clubes e cinemas pelos municípios, estados e país afora.

Perdeu os terrenos que serviam como áreas de lazer, aonde a comunidade ensaiavam as quadrilhas Juninas, montavam suas pracinhas, promoviam suas festas e praticavam seus esportes, porque alguém ocupou sob a proteção política dos Novos Senhores de Corrupo para vender bebidas alcoólicas, bagulhos, promover bingos com objetos doados de procedência esquisitas...

Ganhou lixeiras, favelas, criminosos, políticos mentirosos, cabos eleitorais golpistas, pastores transformando a população em dizimistas...


Na área religiosa Porto ganhou um monte de igrejas protestantes que assumiu o lugar da linda e enorme igreja católica do bairro porque o Padre (Católico) se transformou em celebridade acabando com a escolinha de catecismo para transformar o local em comitê político do tal Partido de Traidores (PT) e central de ONGs políticas, arrecadadora de verbas públicas. Cada igreja protestante dessas (que são muitas) tomando 10 por cento dos ganhos de cada um freqüentador que vai lá rezar, querendo que Deus faça por ele o que tem preguiça de fazer... Num verdadeiro carnaval de regressão social.


A Política se complicou: aumentou o número de partidos, de candidatos e passou a explorar até os velhinhos e adolescentes na sede de eleições, sem que esses tenham o sagrado direito “de votar e ser votados”, de “ir e poder vir”....

Os sindicatos foram transformados em arrecadadores de dinheiro para os partidos e centrais sindicais. Parecem mais filiais da IURD.

Mesmo com a intervenção de algumas pessoas, saudosas do tempo de espaços públicos e da alegria no bairro, que lutaram para a desapropriação de dois terrenos para uma praça com playground e quadra poliesportiva, para que a comunidade tenha direito ao Sol e a sombra das árvores, até hoje a praça não foi construída por causa de políticos bandidos como o atual Marcelo Tião, que foi eleito vereador de mentirinha (não ficou nem dois anos, se candidatando outra vez para deputado, abandonando seus eleitores) e agora é um deputado de mentirinha (pensando em não cumprir o mandato de novo) tentando ser prefeito de mentirinha.

Antes dele teve outros vereadores de mentirinhas tentando vender a área para ONGs e até para igrejas protestantes e escolas, que o bairro já tem escolas demais em seu redor. As escolas fingindo que educa; os alunos fingindo que estuda e nas ruas namorando ou ‘ficando’, ‘zoando’ ou transando com as ’camisinhas’ financiadas pelo governo, que esse ano (2009) vai distribuir mais 1,2 bilhões de ‘camisinhas’ fracas (que furam à-toa).


Assim como o País Corrupo, o bairro Porto ficou desprotegido e se encheu de bandidos e de escolas de crimes inclusive na área política e trabalhista.


A velha guarda do Bairro do Porto (que não é porto. Não tem nem rio, exceto quando chove e as ruas se enchem de água suja) e os poetas de outrora foram esquecidos, enfraquecidos e ou jogados no lixo. Até os grupos de Funks que levavam o nome do bairro em todos os bailes que existia no município, no estado e até fora dele, foram cassados em seus direitos à arte. Ficaram sem patrocínios nem, sequer, financiamento.


O povo trabalhador perdeu o direito ao pagamento semanal de seus salários e isso enfraqueceu a vida social e o comércio local;

O povo da Nação Corrupana, além de perder muito, inclusive frentes de trabalhos, ainda ganhou aumento de impostos, pedágios em tudo que eram rodovias, estradas e até ruas (essa cobrada pelos criminosos), ganhou também o aumento dos transportes nos trens, que antes custava menos da metade dos valores cobrados nos ônibus... E a criminalidade aumentou a ponto de surgir motoqueiros que roubam desde celulares e a bolsas de velhos no bairro e nas casas, de maneira individual ou em forma coletiva em arrastões sem que alguém se prontifique a pegá-los. Os bandidos não discriminam, roubam todos: crianças, jovens, velhas, mulheres... Passam de motos, apontam as armas e pegam o que querem...

E não adianta denunciá-los na delegacia porque as vítimas vão perder mais: perdem dinheiro de passagem, que não é barato, indo várias vezes até a delegacia; perde tempo porque a polícia não vai atrás mesmo; e pode perder a paciência com os policiais que são servidores públicos, xingá-los na hora da raiva e acabar sendo presos, torturados e roubados na cela da delegacia, no lugar dos marginais...


Por causa desse fato a população passou a ir às igrejas protestantes reclamar com Deus, acreditando ser obra do Diabo e perdem mais dinheiro, sendo obrigados a pagar o tal dízimo mensalmente e ainda podem cair nos golpes de doações estranhas sugeridas pelos ‘pastores’.

Assim, no meio de todo esse devaneio social (talvez até de alguns bacanais mutantes), aparece a Margarida e pode evitar um ataque divino como o que aconteceu em Sodoma e Gomorra nos idos anos de 2024 a.C.


Quem é a Margarida dessa ‘profecia’?


Margarida é uma moreninha (mestiça) linda, concebida através do estupro de uma menina, de 12 anos, por dois motoqueiros na rua King-Kong no bairro Porto, município de Zé Mané, Estado Soborno, do País Corrupo.

A semelhança de sua história com a história de Jesus Cristo ou de Hérculos acaba no estupro, porque a sua mãe não teve a idéia de inventar que foi obra de Deus (não era crente), mesmo podendo ser, já que Margarida nasceu tão forte, espiritualmente, quanto Hércules e muito mais inteligente que Jesus Cristo, mesmo não tendo o cuidado nem atenção da família que a aturou depois do nascimento.

Hércules, que veio antes de Jesus Cristo, concebido através do estupro de Alcmena por Zeus (o Rei dos Deuses ou Deus Supremo da ocasião), foi criado para ser forte e inteligente quanto um filho de Deus: teve todos os ensinamento da época, estudando com os maiores mestres na certeza que um dia assumiria seu lugar no Olímpio. No entanto, Hercules, mesmo antes de conquistar a imortalidade, se virou contra os deuses na defesa do povo mortal sofrido, dificultando ainda mais a conquista da imortalidade prometida e de seu trono ao lado do Deus-Pai.

O Povo de 2000 mil anos para trás não era tão artificioso quanto as gerações que vieram depois de Cristo e admitiam o politeísmo mesmo pensando de forma monoteísta tendo o deus maior, que mandava em todos. Hoje, a maioria dos habitantes ‘teístas’ pensam de forma politeísta, tendo Deus-Pai, Deus-filho, Espírito Santo, Demônios, Santos, Orixás e até 'Eguns' (almas penadas, espíritos errantes, espíritos bons), e não admitem o politeísmo se enganando e tentando enganar o mundo numa idiotização generalizada. Ainda hoje tem ‘estudiosos’ imbecilizados perscrutando a mitologia grega e romana, que não difere da mitologia cristã, atrás de provas do monoteísmo antes de Cristo, sem enxergar que Jesus aprendeu, o pouco que soube, lendo as cinco partes do torá (textos central do judaísmo, que eram os únicos ensinamentos escrito na período) estimulado por sua mãe e parentes que teria que fazer dele, no mínimo, um bom pregador para tentar confirmar a história maluca, de que Maria foi possuída (estuprada por anjos) em nome de Deus único, talvez imitando Alcmena (história muito contada na época) na versão da religião adotada pelo moradores de sua aldeia.

Na minha versão, Jesus Cristo parece ter nascido de uma mentira, criado para transformar a mentira em verdade e, assim, ele foi ensinado com o que a família (aldeia) tinha, que era o Torá, as pregações dos pastores e outros eruditos de ocasião: da aldeia e de viajantes que ali descansavam em sua jornada.

Conforme crescia, Jesus, ia se tornando arrogante, preguiçoso e fraco a ponto de não servir para nada que não fosse ‘pregador’. Enquanto seus irmãos e toda a família trabalhavam, ele percorria as adegas conversando besteiras, bebendo vinhos (vai ver “porque não tinha cervejas, cachaças...”), aprendendo truques de mágicas (criar ilusões) e com sua mãe atrás, vigilante, pagando as dividas do filho alucinado por sua criação e seus pecados por ter mentido.

Vemos muitos Jesus hoje em dia. E ninguém quer ter um filho assim. Porque, como Jesus, também acabam torturados e mortos nos guetos (submundo), até pregados em cruzes e ou queimados em ‘microondas’ de pneus.

Quando Jesus foi preso o povo gritou: “Solte Barrabás!!!”, porque Barrabás era mais útil que Jesus Cristo. Enquanto Cristo mandava o povo “dá a César o que era de César” (tudo era de Cesar: as mulheres, filhas e filhos, parte da produção, da criação e os escravos), Barrabás reavia o que era roubado do Povo em nome de César (pegava de volta), roubando dos tomadores de impostos, devolvendo à população e lutando contra a escravidão, adotando os escravos reavidos em sua gang.


Margarida não. Não teve nada. Depois que nasceu ela ficou jogada na cama da avó; a mãe, uma menina de 12 anos, saia para namorar; e, ainda sem saber andar, aprendeu que não adiantava chorar à-toa, esperava avistar alguém e abria o 'berreiro' (boca) para perturbar e essa pessoa lhe pegar colocar no colo até compreender que ela estava com fome ou suja de cáca, porque mijada ja era normal ficar. Não tinha fraldas como as crianças normais.


Margarida foi abandonada nas mãos das tias, tios, avó, avô e vizinhança, antes mesmo de completar um ano, porque depois de estuprada sua mãe passou a fazer sexo com todos os namorados que encontrava, e aos 15 anos sua mãe já tinha outros dois filhos de pais (namorados) diferentes.

Ela aprendeu cedo a se levantar quando caia; a rir em vez de chorar, sabendo, desde o nascimento, que não adiantava nada ficar lamentando o leite derramado e muito menos chorrar na hora errada..

Aos quatro anos já dançava e cantarolava algumas canções, ouvidas nos rádios ou assistindo em programas de tevês, e aprendeu outras ‘gracinhas’, que não fazia idéia aonde adquiriu, que interpretava para os outros rirem buscando conquistar ‘amigos’ e ou ser simpática a vista dos todos para não sofrer mais que o necessário.

Aos sete anos Margarida aprendeu a se defender de ataques sexuais, e quando alguém queria passar a mão em sua ‘xotinha’, dizia para os tarados pedófilos - “Pra lá!!! Senão eu abro a boca. Que olhar? Olhe de longe. Não posso proibi de olhar... Tou sem calcinha mesmo...”

Sua família não lhe comprava calcinhas, o dinheiro tinha que sobrar para as cervejas, para as passagens para irem aos bailes e ou para as roupas de marcas ou da moda. E nessa idade, Margarida já tentava ler mesmo sem escola; pedia a um ou a outro para lhe matricular em uma das escolas do bairro, mas ninguém parecia ter tempo.

Sua família lhe registrou para conseguir a ‘bolsa-esmola’ (R$ 25,00 por mês) oferecida pelo bandido-mor (presidente Renan Lulaf) com a ajuda de um político que exigiu, em troca, os votos de toda a família mais ajuda nas eleições vestindo camisetas levando o nome do candidato corrupto à vereador, cadastrando todos como eleitores de cabresto para, em cada eleição, distribuir ‘santinhos’ nas bocas das urnas em troca de uns trocados, mas nada de querer enfrentar filas para matriculá-la à escola. E não adiantava ela reclamar que lhe aplicavam alguns ‘cascudões’ da mãe ou dos demais familiares.

Aos oito anos, uma vizinha metida a crente - e querendo o perdão de deus no julgamento final para entrar no céu - pegou o registro de nascimento de Margarida com suas tias e fez sua matricula na escola pública do bairro; deste modo, Margarida teve direito a educação e ainda ganhou o uniforme, grande demais com a propaganda do governo corrupto do estado de Soborno, e ficou satisfeita, toda Feliz.

A partir dai todos os dias ela mesma acordava aos 05h45min, se arrumava para ir à escola e chegar antes das sete horas. Procurava chegar cedo à escola para tomar café, alimento necessário e que alguns dias faltavam. Nesses dias as professora e ou diretora dizia “que a escola tinha sido assaltada por moleques do bairro”. Mas Margarida não era boba, ela tinha conhecimento que não era verdade, ela morava ali e sabia que quem levava a comida e até as panelas eram os servidores da própria escola. Ela mesma viu, um dia, a diretora colocar um fardo de carne seca na mala de seu carro. Mas mesmo sem comer, ela prestava atenção às aulas como gente grande. Aprendeu cedo que ela podia tirar mais dos maus professores se perguntasse. E que nenhum mestre do seu bairro inspirava o saber. Tinha que partir dela mesmo a busca pelo conhecimento.


Quando Margarida retorna à casa, após as aulas, normalmente ainda não tem comida, o almoço sai as 15 horas, aproximadamente, e, às vezes não tem comida mesmo. E, como na escola, a mãe alega alguma coisa, mas ela vê sua mãe bebendo cervejas com suas tias, tios e namorados diversos nos botecos do bairro, e sabe que não é verdade, que não faz comida por preguiça. E nesses dias ela tira o uniforme, dobra, guardava embaixo do colchão da cama da avó, que ninguém mexe, e vai pra rua tentar arrumar alguma coisa pra comer, sujeito a quase tudo. Tem alguns vizinhos que lhe dar o que comer sem exigir nada, mas outros querem vê-la levantando a saia e dançando sensualmente.

Ela tem oito anos, mas não é besta, sabe que desses caras tem que se manter afastada para que não lhe passarem a mão aonde não deve. Só chega perto para pegar os 'trocados' e correr para comer alguma coisa, porque a fome lhe consume mais, quanto mais andar e dançar.

Aos nove anos sentiu os seus seios crescerem um pouquinho é o assédio dos pedófilos aumentou. Tinha que fugir até dos tios e primos. Assim passou a se cobrir mais e ser mais firme em manter os outros afastados. Tinha até mulheres que queriam lhe passar a mão. Ela sabia o que era sexo porque dormia no mesmo cômodo com seus familiares e os assistiam (sem querer, quando acordava) fazendo sexo, até sexo homossexual (de mulheres com mulheres e de homens com homens), pois tinha um tio gay e uma tia lésbica, todos dormindo na mesma meia água. Às vezes, durante a noite, alguém tentava encostar-se a ela, mas ela não deixava e repetia: “Chega pra lá!!! Senão eu abro a boca!!!”. E ia dormir na cozinha. Assim ganhou o apelido de ‘mulher homem’, de ‘sapatona’ e de outros adjetivos esquisitos.


Nessa idade, ela aprendeu a juntar dinheiro para comprar sacos de balas ou pacotes de bananadas e percorrer os trens à tarde para vender e ganhar algum dinheiro sem precisar se mostrar. Aprendeu que quanto mais bonitinha e sensual ficasse, mais vendia seus produtos (balas, bananadas, etc.) dentro dos trens, em pontos de ônibus e bares no centro do município.

Aos dez anos já era conhecida entre os camelôs do município, dos trens do estado e até dos seguranças, tornando mais difícil o seu ofício de arrumar dinheiro de forma mais digna que pedir mostrando as calcinhas.

Nessa idade também já levava alguma comida pra casa. E como chegava tarde, comia primeiro, à noite, e depois, na amanhã, antes de ir pra escola. Tinha sempre uns trocados escondido no quintal para comprar materiais (Pacotes de bananadas, caixas de chicletes ou sacos de balas) investindo na 'camelodragem', por isso, brigava muito com todos seus parentes que queriam o seu pouco e suado dinheirinho. Às vezes sua mãe lhe tomava tudo para beber cervejas e ela tinha que recomeçar pedindo e se mostrando para comprar os produtos necessários ao ofício adotado. E aí, sem dinheiro, ela tinha que aturar os pedófilos que gostava de ver suas partes íntimas. Por isso, ela aprendeu a deixar seus produtos, para vender no dia seguinte, pagos numa loja, em Madureira, antes de vim pra casa.

Aos onze anos ela era bonita de matar, se vestia lindamente com roupas compradas na cidade, quando suas irmãs e primas não pegavam essas roupas.

Nessa idade, ela já era ‘gostosa’ e sabia se cuidar: era magrinha, moreninha, mas tinham os seios todo formado, a bunda roliça e bonita, pernas firmes, de tanto andar no ofício que lhe sustentava em pé, bonita de rosto e simpaticíssima, mas se sentia digna e superior aos demais, mesmo não demonstrando. Aos 11 anos de idade, também teve sua primeira menstruação e achou importante mudar alguma coisa. Passou a trabalhar a noite na orla marítima vendendo rosas e outras flores, sempre fugindo das cantadas com graça e firmeza.

Trocou de escola, alterando o seu currículo com ajuda de um gay que lhe comprava flores e pulou duas séries - da quarta foi se matricular na sexta série do ensino fundamental – entendeu ser correto pular as duas séries que foi impedida de cursar por causa do atraso na matrícula - e aceitou ir morar com algumas ‘amigas’ que trabalhavam nas ruas, de outra maneira (na prostituição), dividindo o aluguel e despesas do apartamento no Bairro do Catete.

Percebeu que as amigas tentavam falar o inglês que aprendiam com os turistas e começou a estudar esse idioma também.

Ela tinha se desenvolvido, era liberal, mas continuava virgem, não via nos paqueras ninguém interessante o suficiente para se 'entregar' sexualmente e não deixava ninguém lhe passar a mão, só podia olhar.

Ela já tinha aceitado fazer até strip-teaser, mas nunca deixou que lhe passasse a mão, quanto mais sexo, e não era mole lhe pegar a força, porque era dura na queda e na luta. Não tinha medo de ninguém. Os colegas camelôs, fregueses e até as amigas, na qual passou a morar, dividindo a moradia, não acreditavam que ela era virgem. E ela não se abria pra eles a ponto, de ‘escancarar’ a sua vagina pra provar nada. Ela não precisava provar nada pra míngüem! Acreditavam se quisessem! Ela mesma não acreditava em ninguém, havia se tornado uma espécie de ateu não combatente, aos 11 anos de idade, quando percebeu que esse deus, criado a semelhança dos homens, só ajudava os bandidos e espertos demais (políticos corruptos, donos de ONGs, falsos profetas, empresários desonestos...), que os pobres e necessitados serviam somente para manter esses ‘espertos’ no topo da cadeia da exploração social: política e religiosa.

Uma vez e outra compareciam em seu bairro (Porto) e levava comida, dinheiro e presentes para os parentes e amigos, mas sem contar onde morava, pois sabia que revelasse eles iam lá e lhe tomava tudo que ela tinha conquistado, até com a polícia, se necessário. Ela conhecia seus parentes. Por isso, quando precisava da representação de um maior (adulto), recorria as suas amigas de quarto, tinha medo da família.

Aos 12 anos, ainda virgem e intocada sexualmente, sem nem mesmo ter experimentado um beijo na boca, ela já tinha uma boa base financeira para uma garota de sua idade. Para de vender suas flores, pessoalmente a noite, distribuindo para outras pessoas fazer o seu serviço e arruma freguesia para entregar a domicilia, usando o telefone do apartamento comum, assim consegue tirar uma amiga da prostituição para lhe ajudar; Depois, no mesmo ano, alugar um apartamento melhor e maior, na Praia do Flamengo, com o nome da amiga e passam a morarem só as duas trabalhando ainda com flores: aceitando pedidos para entrega a domicílio e distribuindo aos vendedores nos pontos turístico da noite.

Sua família, quando lhe procura nas ruas é para pedir dinheiro emprestado, que nunca pagavam. Esses valores aos poucos se transformam em uma pensão para a família, com a mãe passando a encontrá-la todos os dias 20, as tardinhas, no centro da cidade, quando recebe R$ 400,00 das mãos de Margarida. Isso aos 13 anos.

Sua amiga, ex-prostituta, se tornou uma espécie de mãe. Ela é quem empresta o nome adulto para os negócios da garota Margarida e não tira um tostão sem pedi a menina, mesmo já tendo uma verdadeira fortuna no banco em seu nome já que Margarida não pode ter conta em banco e só saca dinheiros nas caixas automáticas com o cartão adicional que sua amiga lhe deu. A amiga tinha também lhe ajudado a tirar todos os documentos e até lhe arrumou um cartão de Crédito. Nesta época a Margarida pede pra amiga alugar uma loja no Bairro das Laranjeiras e montam uma floricultura.

Aos 14 anos já é uma empresária de relativo sucesso, usando a amiga como ‘laranja’ e compra o primeiro carro para a amiga dirigir (um Tempra, 2.0) que também passa a servir para algumas entregas.

Nesse ano consegue o seu primeiro diploma, o do ensino fundamental e sai toda ditosa dizendo pra todos. Assim, toda feliz, cisma de deixar a amiga na loja (tira o dia de licença) e vai procurar o passado, aproveitando para levar o dinheiro da mãe. Vai de ônibus e trem, passando por todos os lugares que trabalhou, falando com todos de igual para igual.

No trem fala com os camelôs, seus amigos, que continua fugindo dos guardas para venderem seus produtos. Chega ao seu antigo bairro, solta do trem num calorzão infernal, sobe o morro de onde morava, chega à rua da casa de seus familiares e encontra todos numa birosca bebendo cervejas, como se nada tivesse mudado.

Mas para Margarida tudo parecia somente alegria, beija todos, abraça a todos e entrega o dinheiro à mãe, que logo dar uma parte para o dono da birosca, onde compra cervejas e outras bebidas fiado.

Mostra o diploma toda feliz e diz: "que já ‘arranha’ usualmente o idioma inglês". Ai tudo se complica, ela é ofendida de tudo que é nome feio; as irmãs a chama de ‘metida’ e começa uma discussão boba, com a participação da mãe. A mãe toma as dores das irmãs e, bêbada, diz: “que Margarida não é nada e a deve por tê-la colocado no mundo”, o que é apoiado pelos outros alcoólatras que estão no bar e na rua bebendo cerveja, com sua mãe pagando com o dinheiro que recebeu de suas mãos. Sai agressão física. E como ela não é fraquinha, revide; na luta, rasgam o seu diploma, somem com sua bolsa, com documentos e dinheiro; fica com as roupas rasgada e a policia lhe leva presa para o juizado de menor, mas a deixa na delegacia.

No percurso, dentro do patamo (veículo policial), um policial tenta lhe estuprar e ela é obrigada a lutar outra vez e apanha mais, mas não deixa nem tocar em suas partes íntimas, decidida a morrer defendendo sua intimidade e dignidade.

Chega à delegacia toda machucada, mas sem ser estuprada. Fala mal dos policiais e é jogada numa cela cheia de gente, classificada como prostituta. Ali, na cela, tem um tratamento melhor do que tivera dos policiais e no bairro em que nasceu, pois algumas das mulheres, ‘da vida fácil’, lhe arrumam as roupas, toda rasgada, e tentam cuidar dos seus arranhões, marcas por todo o corpo, procurando aliviá-la das dores de seus ferimentos, físicos e psicológicos, com palavras de incentivos.


A mesma vizinha, que havia lhe matriculado na escola quando tinha apenas oito anos de idade, ver Margarida indo presa, liga para o apartamento onde ela mora e deixa recado na secretária eletrônica, porque não tem ninguém em casa.

À noite quando a amiga chega ao apartamento, escuta a mensagem na secretária, sai correndo, desesperada, para a delegacia em socorro a amiga querida. Procura um advogado com escritório próximo à delegacia, descobre que ele está num bar, vai atrás e, com ele, consegue tirá-la de lá pagando R$ 2 mil na delegacia e mais R$ 2 mil para o advogado.

Em casa, sob a proteção da amiga, Margarida percebe que perdeu mais do que o dinheiro. Telefona para a vizinha de sua mãe e agradece, chorando muito. Nunca tinha sofrido tanto psicologicamente.

No outro dia é levada ao médico e ao voltar à loja e a sua labuta normal, pede ao entregador da loja para levar R$ 200,00 para cada uma das sete mulheres que lhe ajudaram quando estava presa na cela, para que elas também pagassem a corrupção ao delegado para que pudessem sair.

Ela sacode a ‘poeira’ e continua a luta, sem amolecer. Encerra aquele ano tirando as 2º vias dos documentos que lhe foram roubados. E inicia o ano novo se matriculando para fazer o Ensino Médio e o curso profissionalizante de decoradora, pois sonha com o curso superior de arquitetura, de paisagismo e de decoradora de ambiente.

No ano seguinte, com 15 anos, sua lojinha já tem até um pick-up para as entregas de seus produtos. Contratou uma decoradora e já decora ambientes para festividades diversas (religiosas, política, feiras, convenções e eventos diversos.) e projeta, junto com a sua amiga, a aquisição de outras lojas e até de uma oficina, composta por marcenaria, carpintaria, serralheria de ferro e alumínio, para não ficar terceirizando os serviços que precisa no seu negócio e que muitas vezes, terceirizando, não sai como ela quer.


Aos dezesseis anos, ela tira o seu título de eleitor e se filia em um partido político. Se sente perdida entre aqueles jovens idiotas ('Patricinhas' e 'Mauricinhos'), cabos eleitorais de alguém ou filhinho de ‘papais’ e ‘mamães’ politicas. Cisma de fazer um curso de oratória e passa a reclamar “da situação política do seu estado (Soborno), do país (Corrupo)” falando “do ‘puxa-saquismo’ político’ preservados por militantes convencidos e, portanto, vassalos de ‘merdalhões’ políticos”, indo contra outros Jovens, 'militantes' – “esses, filhinhos e capachos de políticos, que acusam o povo de votar errado quando são eles os errados por indicar bandidos nas convenções partidárias para o povo votar” - sem ligar para opiniões de ninguém, se preparando para um futuro de combate aos corruptos na área política.

Aos 17 anos, se forma também no ensino médio e dessa vez foge de seus familiares e comemora com a amiga, com seus funcionários e clientes mais chegados numa churrascaria, já estudando para o vestibular. No final do mesmo ano, passa no vestibular para o curso de arquitetura em 5ª colocação.


No ano seguinte, começa a estudar já como universitária e, quando completa 18 anos, deixa o apartamento para a amiga morar só e poder conviver com o namorado na paz, pois sabe que a amiga precisa de um parceiro e que ela tem que continuar a luta que começou quando nasceu; assume parte de seus negócios e se muda para o centro do município de Zé Mané”, visando morar perto do bairro onde nasceu.

Sofreu com os parentes, mas nunca deixou de mandar o dinheiro para a mãe, mesmo no mês que sofreu a agressão e foi mandada presa.

Passa a visitar o bairro, agora maior, com dinheiro, carro, casa própria e autonomia, pois agora ninguém ousa mexer com ela. Passam a puxar seu saco.

Transfere o seu título e sua filiação partidária para o município e começa a atuar politicamente, sem despregar os olhos de seus negócios, que a amiga e seus funcionários levam muito bem sobre sua orientação permanente. Vai a todas as reuniões do diretório municipal do seu partido e algumas reuniões no estado. E, por sua enérgica atuação política e sua artística oratória - mesmo ainda não tendo participado de nenhuma convenção partidária - é convidada até para representar o partido na capital federal, que sempre recusa, alegando trabalho e estudo.

No seu município, Zé Mané, Margarida está sempre filiando pessoas, amigas e conhecidas, no partido visando à primeira convenção municipal de sua vida.

Marcado as convenções municipais, ela lança uma chapa no partido com alguns militantes desgarrados do ‘puxa-saquismo’ político’ municipal e têm 26% dos votos dos filiados. E, como a eleição partidária é proporcional, ela é eleita delegada à convenção Regional e membro do diretório municipal. É indicada na Chapa da Executiva como vice-presidente do diretório Municipal, em chapa única, e é eleita.

Próximo as eleições municipal, ela é indicada à vice-prefeita na chapa do partido e recusa para se lançar vereadora.

Lançada candidata à vereadora, após a convenção municipal para escolha dos candidatos, antes mesmo de ter o seu nome confirmado pelo TRE, ela sai à luta indo as reuniões das associações de bairros por todo o município de Zé Mané, procurando descobrir as deficiências dos bairros e pregando contra as instituições falidas do município, do estado e da União.

Fala do mau atendimento nos serviços públicos; dos direitos que tem os cidadãos, mesmo aquele que não contribui diretamente, afirmando - “que todos pagam impostos no consumo, recolhidas pelos empresários”

Explica – “QUE OS EMPRESÁRIOS SERVEM AOS GOVERNOS COMO COLHETORES DE IMPOSTOS sem contribuir com nada diretamente, somente, como todos, pagando no que consomem”.

Afirma de maneira radical - “QUE OS EMPRESÁRIOS NÃO PAGAM NEM A PRÓPRIA CONTRIBUIÇÃO PARA O INSS, PORQUE RECOLHE INCLUÍDA NO VALOR DOS PRODUTOS QUE VENDEM AOS CONSUMIDORES”

Defende os direitos dos idosos a um Centro de Atividade em cada bairro com, inclusive, atendimento médico preventivo e uma farmácia popular; defende a informatização das escolas públicas com liberação de patrocínios empresariais para os esportes, para a cultura e para o lazer, diretamente à escola, sem passar pelas mãos dos políticos do executivo municipal ou estadual; Ela defende ônibus escolares em cada escola, ACUSANDO DE CORRUPTOS OS POLÍTICOS QUE REPASSAM (com garantia de comissões) DINHEIRO DO ERÁRIO PARA AS EMPRESAS DE ÔNIBUS TRANSPORTAR ALUNOS, SEM NENHUMA DIGNIDADE, E, AINDA, AUMENTANDO AS PASSAGENS PARA OS USUÁRIOS NA TABLITA DE CUSTOS ALEGANDO PREJUÍZO COM OS PASSES DE ALUNOS E IDOSOS, QUANDO OS EMPRESÁRIOS RECEBEM DOS GOVERNOS DINHEIRO DAS PASSAGENS E OU DESCONTOS GENEROSOS NOS IMPOSTOS, QUE RECOLHEM DOS USUÁRIOS E QUE DEVERIAM SER REPASSADO AO ERÁRIO.

Fala do direito dos bairros terem seu Centro de Administração Comunitária independentes, podendo terceirizar, com profissionais da comunidade, alguns serviços públicos e de empresas concessionárias, como correios, telefones, luz, etc..

Explica que a falta de área de lazer descampada é um castigo para as comunidades porque é uma necessidade de cada bairro ter o direito ao Sol, à Lua e ao ar - dando exemplo de alguns bairros de São Paulo que não tem mais o sol, prejudicando as crianças que são obrigadas a subirem em lajes ou telhados até para brincar e acabam caindo e sobrecarregando a saúde pública já tão deficiente.

Ela diz: “Cada bairro precisa de uma área de lazer aberta onde à população possa ter direito ao sol, à sombra e ao ar puro. DIREITO CONCEDIDO ATÉ MESMO AOS PRISIDIÁRIOS”...

Fala um pouco em cada bairro e em todas as reuniões. Mas sem apresentar-se como salvadora da pátria. Não diz nem que é candidata, mas deixa seu nome marcado pela firmeza com que fala, conquistando alguns admiradores, que não lhe olha somente para sua beleza e simplicidade, mas com respeito e admiração.


Margarida não gasta um tostão com propagandas durante quase toda a campanha. Nem com ‘santinhos’ ou cartões ou faixas, deixando tudo para o final da campanha, mas vai fazendo amigos por onde passa.

Mete o pau no valor dos salários de vereadores, tentando provar “que o salário do vereador não dar pra um chefe de família atuar politicamente sem roubar ou ser subjugado pela máfia política de cada município”. E arruma um monte de inimigos, inclusive dentro do próprio partido. Seu nome sai nos principais jornais do município, do estado e até no jornal nacional, como inimiga número um dos políticos corruptos: como uma espécie de “Mister M” da política, revelando a mágica dos “VEREADORES DE MENTIRINHAS”!



Faltando 15 dias para eleições, ela manda imprimir seu material: quatro mil camisetas e quatro milhões de santinhos com seu retrato, seu nome e orientação de como votar, sem o nome do candidato a prefeito do próprio partido. Começa, então, a contatar seus amigos e admiradores feitos durante suas visitas aos bairros para distribuí-los defendendo seus votos nos bairros.

Paga alguns artigos nos jornais de maior circulação no município, falando dos direitos dos eleitores, dos idosos, das crianças e dos jovens... E volta a explicar como a política é podre. E “que ela vai entrar 'lambuzada' em óleo e protegida pelas leis constitucionais para não se misturar com as ralés que sobem na política enganando a população para usurpar o lugar dos cidadãos na Câmara Municipal”, mostrando o exemplo DO EX-PRESIDENTE JOSÉ SARNEY “QUE LARGOU A VAGA NO SENADO, PELO MARANHÃO, PARA A FILHA E COMPROU OUTRA NO AMAPÁ, USURPANDO O DIREITO DE UM AMAPAENSE REPRESENTAR O SEU ESTADO NO SENADO DA REPÚBLICA DO BRASIL”.

Aceita a proteção de alguns admiradores, sobre a orientação de duas amigas da Polícia Militar de folga, para lhe dar segurança e possa percorrer os bairros no dia das eleições, lutando por seus votos nas urnas, contra o famoso golpe nas bocas de urnas.

Antes mesmo do encerramento das votações ela começa a percorrer os bairros do município agradecendo pelos votos e pelo apoio de seus amigos, prometendo, se eleita, “atuar com dignidade, austeridade e respeito à população e aos compromissos firmados nos vários discursos que fez”. E que “seu gabinete ficará aberto 24 horas por dia". Quando acaba de agradecer indo aos bairros, já sabe que foi eleita em primeiro lugar. Quando chega ao apartamento de sua amiga Márcia para dormir já são quase seis horas do dia seguinte e esquece-se de tudo, caindo na cama da amiga que está saindo para loja, e pegando num sono profundo.

Enquanto outros candidatos estão correndo as urnas, ao TRE para defender os votos, ela dorme despreocupadamente. Quando acorda já é tarde e encontra sua amiga ao seu lado. Conversam sobre o serviço, sobre as eleições e sobre o que ela fará.

Ela sorrir jovialmente e diz pra amiga – “Márcia, minha amiguinha querida, você está ficando velha. Se preocupando demais com o futuro!” – Rir em tom alto, numa gargalhada alegre, abraça a amiga a apertando com força, com amor, e continua – “Basta fazermos o certo. Não existe outro caminho. Planejar o futuro no estágio que estamos e tentar mudar as coisas! É inventar caminhos errados! Eu tenho que estudar, tenho que trabalhar na política assumindo o papel que busquei e te ajudar aqui, se você precisar. Você, por outro lado, tem que continuar trabalhando, gerenciando o nosso negócio com austeridade e honestidade, como sempre fez e aprendeu, e amar o seu namorado quando poder.” – Pára, olha os armários atrás de roupas de homens e pergunta – “Aonde ele está agora? Já se desfez do cara? Assim vai morrer sozinha...” – rir mais um pouco e continua – “E você já é viciada em sexo. Não é como eu...”

- “É...” – responde à amiga, enquanto prepara comida – “Mas ele quis mais do que eu posso oferecer e eu quis mais do que ele está capacitado a dar. Ele gosta de vadias e submissas. E eu optei por ser como você, forte e independente! Mas tem um carinha me paquerando e parece gostar de mim também. E o melhor: Ele trabalha no nosso ramo. É arquiteto e solteirão...” – Pára de falar um momento, faz carinha de boba e completa com a face corada, enquanto Margarida franze a testa - "Cometi até um erro, Margarida. Erro que eu não cometeria se você estivesse aqui: Contratei-o para um serviço... Perdoa-me?”

- “Não tenho o que perdoar, porque sei que você não contrataria um incompetente para o nosso negócio. Eu confio em você.” – se levanta, abraça a amiga por trás e continua – “Que seja feliz, minha amiga!!!” – Faz cara de mau e diz – “Mas se ele for incompetente me chame que eu o demito na lata. Não vou deixar o nosso negócio ir a pique por causa de seu problema sexual!” – sorrir e manda – “Mas você merece um homem bom e vale a pena tentar. Merece mesmo! Mas se não arrumar, nós ficamos juntas. Sozinha você não morrer. E eu um dia também vou arrumar um homem bonito e gostosão”. – Rir – “Como você é minha amiga do coração, quase outra metade, nós podemos dividi-lo também. Usá-lo sexualmente somente quando precisarmos. E, pelo jeito, você o usará bem mais do que eu. É viciada em sexo”. – cai na gargalhada e continua falando e comendo - “Mas fique tranqüila, que tudo se arrumará. Senão, juntamos dinheiro e compramos um homem bem bonito e submisso”

As duas caem na risada porque já conversaram sobre dividir um homem comprado.

De um momento para o outro a amiga fica pensativa e pergunta – “Margarida, você está aqui. Não têm medo que alguém lhe roube os votos e você volte para Zé Mané não estando mais eleita, nem como suplente?”

- “Eu? É ruim, hein! Podem roubar. Eu não tenho nenhuma tara por ser política. Só quero dar bons exemplos para esse povo submisso e roubado nos direitos básicos. Roubando os meus votos, eu lutarei para tê-los de volta, ora. E provarei que essa democracia é mais fajuta do que aparenta. NÃO TENHO MEDO, NÃO. ATÉ TORÇO PARA QUE ROUBEM! Eu gosto de viver a vida de modo radical, Márcia. Você me conhece...”

Nisso o telefone toca e é uma jornalista procurando pela Margarida, querendo marcar uma entrevista.

Margarida sabe que precisará da ajuda de muita gente no combate que aceitou e, assim, aceita a oferta da entrevista numa revista de grande circulação nacional, mas não tem idéia de como pode conseguir o apoio do pessoal que precisa através de propaganda, pois ela não planejou nada, não estava preparada e nem teve tempo de se orientar com profissionais, amigos da mídia. E resolve entrar de cabeça limpa. Exige que a entrevista seja feita em duas etapas, uma andando em trajes esportes e de cabelo soltos nos trens e locais aonde trabalhou na infância e que ainda tem muitos amiguinhos trabalhando, e a outra num grande e bonito restaurante da zona sul da Capital do estado, local que tem muitos clientes e amigos de classe, quando pretende aparecer linda, de vestido de noite todo preto e com o cabelo feito por um grande cabeleireiro amigo, que, certamente, aceitará lhe acompanhar na entrevista e ser fotografada com ela.


A primeira entrevista da Margarida depois de eleita vereadora

Primeira etapa:

Nos trens, rindo feliz e brincando com todos, Margarida é fotografada cumprimentando os camelôs que param para conversar, zoá-la, abraçar-la e, feliz, ela retribui conversando com os eleitores que a viam muito nos trens, quando criança, vendendo doces e que votaram nela por seu valor: simplicidade, graciosidade e coragem, tudo incluindo numa mesma pessoa.

Revista – “Você disse: “que assumiria 'lambuzada' em óleo e protegida pelas leis constitucionais para não se misturar com as ralés que sobem na política enganando a população para usurpar o lugar dos cidadãos na Câmara Municipal”. Lambuzar-se-á de óleo para ser diplomada vereadora? Acha que precisa de seguranças ou que alguém pode querer te agarrar?”

Margarida – “Não, sim e sim. Ou seja: Não. Eu não vou me lambuzar literalmente de óleo para receber o diploma que o povo me deu! Eu quis dizer que serei escorregadia.”

“Sim. Eu preciso de proteção e usarei a lei orgânica do município, a constituição estadual e a Constituição Federal para defender o meu cargo e os direitos do povo em todas as áreas: educação, saúde, saneamento, arte, cultura... Porque tenho a procuração da metade dos eleitores de meu município e não vou decepcioná-los”.

“E sim de novo. Eles, os corruptos de todos os escalões, políticos e empresarial, vão querer me agarrar na malha da corrupção. E se eu deixar, eles me agarrarão até de outra forma: fisicamente e indecente... Você sabe como são os homens... E eu sou bonita. Tenho certeza. Olho-me no espelho.


Revista – “Margarida, o meu chefe e todos os nossos leitores estão querendo saber o que você quis dizer quando afirmou em vários discursos e em artigos nos jornais: “que o salário do vereador não dar pra um chefe de família atuar politicamente sem roubar ou ser subjugado pela máfia política de cada município”?

Você pretende pedir aumento de salário para os vereadores do Corrupo inteiro?”


Margarida – “Claro que não! Nenhum desses Vereadores de mentirinha da atualidade merece, sequer, salário. Eles merecem cadeias. Não existem vereadores em Corrupo. São todos corruptos. Mal intencionados (estelionatários), ou incompetentes de doer (totalmente idiotas)! E eu não preciso do salário de vereador. Mas o cidadão, para ser um vereador de verdade, precisará, porque sua família precisará de segurança; precisará elevar o nível de vida de uma hora pra outra: novas escolas para os filhos, tirar a esposa ou marido do trabalho para não ser chantageado, melhorar a alimentação dos membros da família, melhorar os transportes dos filhos, filhas, netos e etc... Manter sua casa ou escritório aberto mais tempo do que o horário comercial; precisa de mais assessores precisa andar, investigar, fiscalizar (é dever dos vereadores: fiscalizar os atos dos executivos e de órgãos públicos dentro do município)... Ou eles vão continuar morando nos barracos, excluídos de habitação dignas e passivos como cordeirinhos?.

O vereador não é como um senador ou deputado federal ou estadual que ficam conversando fiados nos gabinetes ou nos salões das casas legislativas a serviço do presidente da Repúblicas, dos governadores e do banditismo que já corrompeu até a população... O Vereador é bem maior (mais importante para a população) que os outros políticos porque está na sua localidade, diretamente ligado ao povo e sentindo o mesmo desmando governamental em todas as áreas. O Vereador não tem para onde fugir (não pode) e nem deve comprar uma casa na capital com o dinheiro da corrupção e fugir de seu município como se ganhasse nas loterias..

Esses vereadores de mentirinha ficam pegando graninha aqui e ali e até do prefeito para aprovar uma mensagem ou o orçamento; compram uma mansão e fogem de seus bairros. Não merecem salários. Merecem cadeias mesmo! Fazem da Câmara Municipal um degrau para continuar explorando o povo através da política. Muitos atuam dois anos e se candidatam a deputado e depois a prefeito... Enganando o povo a vida toda...”


Revista - Você falou em aumentar os espaços nas escolas, colocar ônibus escolares, oferecer até um segundo idioma desde o ensino maternal; falou em melhorar bairros com área de lazer aberta, centro de atividade para idosos, para adolescentes e até um centro de administração comunitária... Todos acham que o seu programa está mais para um candidato a prefeito de uma cidade como New York...

Como fará tudo isso, se nem pode fazer leis que mexa no orçamento do município?


Margarida – “VOCÊS ESTÃO ENGANADOS! Acostumados com os vereadores de mentirinha que afirmam nada poderem fazer, exceto, oferecer cartinhas para emprego nas empresas de ônibus corruptas, colocar lâmpada em postes sem profissionais capacitados, arrancar árvores sem licença e sem respeito pelo meio ambiente, dar caronas, encaminhar para médicos corruptos até para abortos e para mutilações de úteros... Promovem bingos com objetos doados por empresários corruptos, traficantes e contraventores diversos... Mantêm centros comunitários atendendo doentes de forma ilegal e covarde, em vez de lutar pela abertura dos postos de saúdes...

Um vereador de verdade é muito mais do que vocês estão acostumados a ver por ai!!!

Aliás, a maioria das ações desses vereadores de mentirinha é caso de polícia. Basta denunciar à polícia Federal.

Eu posso ser até presa em defesa da população que votou em mim, jamais por corrupção ou querendo cargos. Não preciso ser prefeito para lutar por aquilo que acho certo. Nem, sequer, do salário de vereadora.

Não prometi fazer, prometi divulgar e lutar por minhas idéias e pelo povo.

Se o filho de meu eleitor está sem escola, venha a mim, que recorremos ao juizado para garantir os seus direitos. É direito e vou lutar pelos direito até na justiça.

Meus assessores serão todos advogados. Vamos fazer o judiciário trabalhar para garantir os direitos da população que votou em mim.

Se o prefeito é incompetente, pedimos sua prisão. Vou fiscalizar tudo mesmo! E se eu desconfiar que haja corrupção em algum lugar dentro do município, eu vou com a polícia, não importa que seja órgão estadual ou federal, se existe para atender o povo que votou em mim, então é de minha responsabilidade... Isso serve até para o delegado de polícia.

Aproveito esta entrevista para passar um recado aos delegados incompetentes ou corruptos: Se, você leitor, é um delegado corrupto, não aceite vim pra cá enquanto eu for vereadora... No meu município NÃO VAI HAVER CORRUPÇÃO. E EU NÃO VOU MORRER, PODEM FICAR TRANQUILOS, POIS VOU CUMPRIR TODO O MANDATO E DAR UM EXEMPLO DO QUE É SER VEREADOR DE VERDADE, mesmo nesse mar de corrupção que é a Nação Corrupo!”

Revista – “Você prometeu que seu gabinete não se fechará. Como fará isso?

Manterá a Câmara Municipal aberta dia e noite?”


Margarida – “Sim. Isto eu prometi. Vou manter o meu gabinete na Câmara durante o horário normal, mas quando a Câmara fechar o meu gabinete abre em outro local para atender a população. E sempre com a atenção de um assessor advogado para garantir o direito do cidadão até a noite.

Mas não faremos nada errado:

Não sou agência de emprego, não ligo trompas, não mato crianças no ventre das mães, não dou comida, não empresto dinheiro, não pago bebidas alcoólicas... E por ai afora.

Mas lutarei para que em cada bairro, a Associação de Moradores mantenha um serviço de agenciamento de emprego e outros serviços que podem e deve manter, porque é direito do cidadão. Ainda mais quando todos estão reunidos. Os moradores não podem deixar que um ‘militantezinho’ corrupto de um partido qualquer (vassalo de algum político corrupto) explore a associação somente para conseguir um emprego público ou uma assessoria qualquer.

A Associação de Moradores pode e deve fiscalizar as escolas do bairro para ver se a comida não está sumindo, para ver se as professoras estão faltando muito; para ver se os postos de saúde estão atendendo, com dignidade, os moradores; e até para investigar vereadores sacanas e corruptos... E denunciar... Até processar caso consiga manter um departamento jurídico”.


Revista – “Disseram que você gastou uma fortuna em sua campanha. Quanto você gastou na campanha?”

Margarida – “Gastei o valor de quatro mil camisetas e quatro milhões de santinhos com o meu nome, gastei com alguns artigos nos jornais e com gasolina em dois carros, mas tudo pago com dinheiro honesto e declarado nos órgãos competentes. Porém, percebi muito papeis de outros candidatos a prefeito com o meu nome, que não tiveram minha autorização.”

Revista – “Você não tem medo dos bandidos que tanto fala?”

Margarida – “Não. Eles que tem que ter medo de mim! A vida é assim mesmo e eu gosto de viver intensamente e ou de forma radical, já que não tenho tempo de praticar esportes. Se tudo fosse um mar de rosas não seria vida, seria um paraíso sacana. Não tenho medo de lutar. Luto desde criança. Não vai ser alguns bandidinhos que me farão medo ou que me matarão. Ninguém morre de véspera”.

Revista – “Você quase não falou de sua vida, pode nos contar alguma coisa?”

Margarida – “Minha vida é como o de todo povo de Corrupo, só que um pouco melhor porque nasci com determinação e vontade de viver intensamente. Trabalho desde criança para não precisar vender a minha alma para grupos de religiosos ou o meu corpo para indivíduos.

Abandonaram-me muito cedo. E hoje a única pessoa que amo de verdade é uma amiga que conheci aos 11 anos. Mas isso não quer dizer que não devo a ninguém. Se nós sobrevivemos é porque devemos isso a alguém e a outras pessoas que nos atenderam na hora de maior pendência. Eu devo como todos devem. Devo a minha vida em quem confiou em mim, a minha labuta diária e devo a vida a todos que eu convivi. Devo até o cara que estuprou a minha mãe. Mas eu não quero saber dele. Pra mim, ele não foi mais que um calço que provocou a topada que me levou à frente”.

Revista – “Tem marido, namorado ou namorada? Ama alguém?”

Margarida – “Não. Sou virgem. Ainda não tenho o vício do sexo. E sempre lutei pra manter-me intocada sexualmente, Arrisquei a minha vida para não ser estuprada vária vezes na vida, desde criança. Até presa dentro de um camburão, quando policiais bandidos tentaram me estuprar, mas, mesmo me batendo muito, não conseguiram. Eu morreria defendendo a minha virgindade. Nunca aceitei submissão e não vai ser um ‘policialzinho’ bandido, de merda, que me faria dobrar. E quando eu os acusei na delegacia, aqui mesmo em nosso município, o delegado me jogou na cela me classificando como prostituta aos 14 anos de idade. Isso aconteceu quando eu comemorava a conclusão do Ensino Fundamental. Mas quero um amor de verdade, claro. QUERO ALGUÉM QUE SEJA REALMENTE UMA POSSÍVEL METADE DE MIM”.

Revista – “O que você acha de nossa polícia: Guarda Municipal, Polícia Militar, Polícia Civil e Policia Federal?”

Margarida – “Existe polícia em Corrupo?


A Guarda Municipal não é nada enquanto o Município não conseguir a sua autonomia, não tem autoridade para policiar o espaço público dos municípios, pois não pode prender, não pode multar, não pode nem se defender dos criminosos num país praticamente em guerra, pois não pode usar armamento. Na prática as Guardas Municipais são Guardas patrimoniais. Ou seja: para vigiar e guardar o patrimônio da prefeitura.

Polícia, cara jornalista, é muito mais que isso. Eles são tudo, menos policia.

A polícia deve garantir a lei. Essa policia garante as leis e proteger os cidadãos, seus patrimônios e as instituições?


Não. Eles se parecem com bandidos alguma horas e com soldados de algum império ditador em outra hora, pronto para ir contra o povo. Muito poucos policiais não ferem as leis: não abusam do poder, não corrompem ou são corrompidos, não chantageiam, não ameaçam... Não agride os cidadãos que pagam seus salários!

Quantas crianças estão presas como adultos?

Quantos cidadãos não estão presos sem um julgamento justo?

Precisamos urgentemente eleger diretamente o Delegado de Polícia e um Procurador nos municípios para que possamos ter paz.

Outro erro é a estabilidade desses servidores incompetentes e corruptos.

O policial quando chega ao cidadão (a) sem um mandato judicial, sem que esse seja suspeito de alguma coisa (mesmo que o termo “suspeito” é suspeitíssimo) e sem flagrante de delito, humilha, bate, joga ele dentro da viatura e prende sem comunicar à família ou a um juiz. Na verdade eles estão cometendo uma série de crimes: abuso de poder, agressão, seqüestro e cárcere ilegal entre outros. São bandidos covardes e tem que ser processado, pagar indenização por danos diversos e demitidos. Um cara desse não pode ser servidor público, nem na China.

Como haver estabilidade no serviço público num país corrupto quanto o nosso?”


Revista – “Margarida, você não prometeu muito para o cargo que postulou?”

Margarida – “Não. Aliás, eu só prometi lutar pelo que eu acho certo e pelos direitos do povo.

No atual sistema político, o vereador tem que ser tudo, mas o apropriado seria que o sistema político de Corrupo permitisse a eleição do Delegado de Polícia e do Procurador que vigiaria o respeito às leis. Ai, eu me candidataria à Promotoria, mesmo tendo de estudar mais seis anos, e prenderia muita gente, diminuiria a violência pública e a corrupção.

Hoje, a segurança pública está ligada diretamente ao Estado e ninguém é responsável por ela. Mas, quem sabe não mudemos a Constituição Federal para devolver esses PMS aos quartéis e para entregar a segurança pública aos municípios, deixando-a nas mãos de um Promotor e de um Delegado (Xerife), ambos eleitos diretamente pelo povo e demitido (também através do voto ou processo) sempre que não cumprir o dever de diminuir a violência pública?"

Segunda etapa da entrevista:

No restaurante, Margarida aparece linda, como uma verdadeira princesa dos contos de fadas, nos braços do cabeleireiro amigo e da Amiga mãe, conversa com muitos presentes, incluindo com o dono do restaurante para o qual também trabalha promovendo eventos. E é fotografada com várias pessoas de nomes, como se fosse uma verdadeira ‘socialite’ Corrupana.

Revista: “Estamos curiosos para saber como fará, como uma simples vereadora, para conter a violência, acabar com a corrupção política e institucional e desenvolver paz e organização ao seu município, se nem mesmo a ditadura militar, governadores e presidentes da república conseguiram. Pode nos adiantar alguma coisa desse seu projeto milagroso?”

Margarida – “Não tem nada de milagroso. Os militares conseguiram conter a violência. Não conseguiu o desenvolvimento porque esbarraram na corrupção, mas mesmo assim, quase todas as obras que nos orgulhamos foram feita pelos militares (hidrelétrica de Itaipu, de Tucuruí... Ponte Rio Niterói, Aeroportos, Rodovias e rodoviárias... Ferrovias... Metrôs...). Depois da anistia tudo que foi construído são monumentos imbecís, projetado por um fabricador de monumentos ‘comunista’. Tudo batizado pela corrupção. Os presidentes civis e governadores não quiseram nada, parecem que foram eleitos para representar quadrilhas de bandidos no topo do poder de Corrupo e de seus estados e municípios. Danaram Corrupo.

Eu não tenho projeto. Não existe caminho diferente que não o trabalho normal e honesto combatendo a desonestidade sem medo. Claro, que eu sei que precisarei de apoio. Ninguém é coisa alguma só. O povo não pode me ajudar mais do que já fez me elegendo.

E eu nunca vou jogar os meus eleitores (com movimentos de protestos insanos) contra as balas das armas de fogos das autoridades corruptas e autoritárias como fazem essa ‘esquerda’ bandida, que usa a população miserável (que eles sabem bem preservar) como escudo às balas e aos porretes dos policiais que combatem as invasões sacanas de patrimônio públicos e privados, para recolherem os frutos dos saques pelo Corrupo afora, através de ONGs como o MST, MLST, MTST... Que arrastam pobres, andando a pé e descalço enquanto os líderes voam em aviões e helicópteros emprestados por empresários e fazendeiros, recolhendo os saques e tomando até os cartões de benefícios do povo arrastado, alegando “comprar comida” quando sabemos que fazendeiros chantageados e políticos aliados oferecem as despesas dos arrastões de pobres.

Essa esquerda que chamo de bandida, usam miseráveis, que são obrigados a deixarem suas terras no sertão para trás, para que os grileiros do próprio MST possam pegar e entregar para os ‘Valérios’ da vida usar para conseguir financiamentos bancários para grupos de políticos aliados, alimentando ‘mensalhões’. Isso é o Corrupo atualmente.

Eu, antes de bolar qualquer plano, vou visitar alguma autoridades que penso ser honesta ou que querem ser honesta. Vou visitar a OAC (Ordem dos Advogados de Corrupo) e tentar falar em sua reunião mensal em busca de apoio; vou falar com o governador do estado; falarei com alguns comandantes de batalhões da PM e com alguns delegados em busca de ajuda para ver quem aceita ser transferido para o meu município para formarmos uma força tarefa do bem e entregar pronto um exemplo para todo o povo de Corrupo. Vou também procurar alguns professores universitários para armar um projeto de combate à corrupção no Município. Vou dar oportunidade à Corrupo de testar uma ação contra corrupção para deixar escrito pro mundo.

Comigo o bicho vai pegar!!! Pode acreditar!”

Revista – “Você afirma acreditar que todos os políticos são bandidos ou incompetentes. Como conseguirá o apoio e até a contribuição do governador para ter a transferência de autoridades competente ou combatentes da corrupção para por na Delegacia e no Batalhão da Polícia Militar do seu município se não é nem mesmo a prefeita?

Não é uma utopia?”


Margarida – “Hahahahahaha!!! A vida é assim mesmo, cara jornalista. Algumas vezes temos que ter jogo de cintura. Eu quando era criança, até para comer eu tinha que dar meus pulos sem me misturar ou me vender. Quantas vezes eu fui obrigado a dançar para pedófilos deixando aparecer a minha calcinha para ter algumas coisas? Mas nunca deixei que me encostasse a mão. Hoje eu tenho tudo. Sou rica de vida, de saúde, de dinheiro, de coragem, de personalidade, de conhecimento e até de votos, pois o povo me deu mais de cem e trinta mil votos no meu município. E acredito, que depois dessa entrevista e do início de minha atuação política, eu posso ter o apoio popular de toda a população do meu estado. Duvido que ele ouse me colocar como sua adversária! Eu irei me colocar como uma aliada. Ele escolhe! Eu já fiz a minha escolha.

E eu tenho certeza que muitos políticos, juízes e policiais honestos estão escondidos (com medo), camuflados entre a marginalidade política e institucional, doidinhos para terem oportunidade para entrar no combate em defesa da própria dignidade. ”


Revista - “Mas se não te ajudarem. Não pode acontecer?”

Margarida – “Não! Não Pode. Vão me ajudar, sim. E eu fui vendedora, esqueceu?

Por outro lado, muitas autoridades estão querendo trabalhar e recuperar a dignidade perdida para a corrupção que se alastrou em todos os setores de governo e o respeito da população. É uma oportunidade de mostrar que podem combater a corrupção nos governos e nas instituições e a marginalidade nas ruas.

Claro, que eu nunca pretendi combater os traficantes nas bocas de fumo diretamente, pois tenho certeza que foi a corrupção que gerou essa danação em nossa Nação, quando abandonaram as crianças sem nada, excluída de tudo: habitação, educação, esporte, lazer, cultura, saúde... E conseqüentemente da dignidade de gente, empurrada-as para as favelas nos morros e manguezais, como animais...

Mas, se haver oportunidade e interesse das autoridades eu quero aproveitar, claro.

Porém, eu acredito que se enfraquecermos os corruptos dentro dos governos e no meio empresarial acabaremos com os traficantes, porque esses moleques que vendem drogas e defendem seus negócios (seu ‘ganha pão’) como soldadinhos nos morros e mangues com a própria vida, não falam outro idioma, não tem conta nos bancos, não tem negócios legais para lavar seus dinheiros e não podem passear por ai carregando armas de diversos calibres, toneladas de drogas e malas de dinheiros...

Com certeza, eles são alimentados e usados pelos mesmos corruptos que compram políticos e autoridades diversas”

Revista – “Pela tradição quem tem mais votos assume a presidência da Câmara Municipal. O que fará como presidente da casa?”

Margarida – “Eu ainda não pensei nisso, falta muito tempo para eu assumir e eu ainda tenho muito que estudar e conversar por ai, mas, não gostaria de assumir a responsabilidade de está gerenciando uma casa de políticos barbados. Ainda não estou preparada para ser mãe, muito menos de barbados. E quero está no meio do povo. Esse sim! Eu sei que precisa de mim, mas eu ainda vou escutar muita gente, inclusive, os vereadores que foram eleitos com os meus votos...

Se eu pudesse assumir e contratar um gestor para Câmara Municipal seria mais fácil decidir. Contrataria um entendido e sairia em campo. Como não posso, terei de ficar presa na casa atendendo vereadores, secretários e o próprio prefeito.

Claro, que como presidente da casa poderia negociar mais e conseguir mais para a população, mas eu sou contra negociações políticas para garantir direitos. Direitos são direitos! Não se negocia, exige-se!

Por que eu tenho que apoiar um orçamento irreal para o prefeito construir uma escola? É direito do povo. Ele se vire ou saia da prefeitura para que entre uma pessoa competente!

Eu tenho certeza que vamos evoluir e pagar as divida do município nesse mandato. Vou ajudar o prefeito pedindo a população um esforço para pagar o IPTU atrasado; pedirei aos empresários para se esforçar também e cumprir com suas obrigações com o município; vou falar com o governador para repassar os valores que o município tem direito e vou até ao presidente com o mesmo objetivo, mas vou cobrar muito, se necessário, na justiça o direito do povo à saúde, à educação, ao lazer, ao saneamento... E se possível até o direito à habitação digna, com ajuda municipal de várias maneiras, até nos projetos arquitetônicos para quem tenha terrenos e pretende construir, para não ter casas caindo por falta de arquitetos e engenheiros que a prefeitura tem e que pode oferecer de graça para aqueles que pagam o IPTU em dia.

Como pode perceber, Cara Jornalista, eu não tenho a ambição de ser presidente da casa. Não sou como um senador bandido daquele país chamado Brasil. que traiu a mulher, arrumou fazendas, fez mágicas para aparecer gados e vendê-los pelo dobro do preço... E continuou agarrado ao poder para manipular os demais bandidos daquele Senado.

Não preciso de presidência para lutar pela população que me elegeu.


Revista – “Para encerrar, vereadora. Sabemos que você trabalha desde criança e que conseguiu uma vida até folgada ainda na adolescência com o apoio da amiga.

O que você espera das crianças de seu município?”


Margarida – “Espero muito, como sempre. Espero que elas exijam dos pais e ou responsáveis a sua matricula nas escolas públicas perto de sua casa. Se não houver vagas, espero que venha ao meu gabinete para que possamos garantir esse direito de estudar próximo à sua casa.

Depois de iniciado as aulas, espero que elas se unam em uma Associação de Alunos para exigir uma educação melhor do governo, dos mestres e um atendimento digno por parte da direção da escola, até mesmo uma sala para a diretoria dessa Associação Estudantil e o direito de manifestar-se nas reuniões da instituição pública.

Espero que elas aprendam a exigir os seus direitos à educação, à alimentação, às artes, à cultura, aos esportes, ao lazer... Quem sabe até uma olimpíada estudantil entre escolas municipais? Espaço para apresentação de trabalhos de artes diversas? E que não deixe de brincar, zoar e fazer tudo que é direito da criança... Não precisa ficar pensando no futuro se estudar. Porque o estudo é o futuro, sem ele não será nada. Depois dos estudos é só ser feliz.

“Dos pré-adolescentes e adolescentes eu espero muito mais: Que, além disso tudo, ainda pense no sexo como algo sério e que pode modificar a sua vida e a vida de outros inocentes.

Não precisa continuar virgem como eu, se não tem vontade, mas não precisa ir pela cabeça dos outros e sair satisfazendo outros (‘dando’ ou ‘comendo’) sem sentir nada. Mas se gosta e quer ter o prazer de direito, pense que precisa ser prevenir com pílulas prescritas por um médico de verdade (que deve ter no posto de saúde para atender aos adolescentes e onde vocês devem ir algumas vezes ao mês), com camisinhas (com cuidado também, porque a maioria das maternidades precoces tem acontecido porque essas furam – se furar procure o médico que ele pode prescrever a pílula do dia seguinte – Não tenham vergonha e pense num meio de processar o fabricante da tal camisinha furona);

Se uma garota ou garoto (hoje, usam todo o corpo para o sexo) for estuprado (a), vá à delegacia e registre a ocorrência sob sigilo de lei e depois ao médico e exija a prescrição do medicamento até no dia seguinte.

Se não quiser denunciar o agressor por N motivos, mesmo assim vá ao médico e exija a prescrição da pílula. Se não for atendida, venha ao meu gabinete que correremos atrás de seus direitos de maneira sigilosa.

Trabalho infantil sem uma capacitação digna é tortura. É escravidão. Exija essa preparação desde o ensino de base. Cada um tem um dom e não custa nada aproveita esse dom que trazemos conosco para o nosso desenvolvimento desde cedo para quando chegar a hora estarmos capacitados e firmem no que queremos.

Outra coisa: se informe sobre o Conselho Tutelar de seu Município e os faça trabalharem. Chega de títulos políticos para vagabundos e espertos!


Boa sorte a todos!!!”

Com o fim da entrevista Margarida passa a conversar com os amigos, com a jornalista e seus fotógrafos sem sair de nenhum personagem como os políticos tradicionais, que tem uma personalidade para cada situação.

Ela confessa: “que na verdade, ela queria esquecer tudo por uns dois dias e não sabe como. Que precisa se desligar de tudo para depois pensar melhor e entrar no trabalho de forma completa e descansada psicologicamente”. Recebe uma série de sugestões e convite para sair do estado e até do país, mas ela volta a dizer: “que não é nada disso que precisa. Que viajando só vai ficar comparando as políticas e sociedades e aumentará o estresse”.

Aí o cabeleireiro interrompe e revela: “que quando ele está assim, querendo se isolar e curar o estresse do cotidiano, ele entra na internet com um pseudônimo qualquer e brinca com os outros e até paquera e namora virtualmente”. Confidencia: “que se sente outro e acaba esquecendo-se de quem é realmente”



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