> A Profecia de Margarida: A consciência ecológica foi embora

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A consciência ecológica foi embora

O mundo está cada dia menos bonito

Olho para os morros e não vejo os pássaros. Não tem árvores, não tem animaizinhos, não tem flores... Nem casas bonitas com jardins. Talvez ratos, porque os gatos foram comidos e ou transformados em tamborins... Têm baratas, moscas, mosquitos...

Dignidade?

Será?

É inteligente enfear um ambiente só pelo prazer de ter uma visão bonita observado do meio dessa feiúra invasora?

Será que o Cristo, tão bonito, sente prazer olhando para os morros enfeados, infectados por criaturas estranhas ao meio ambiente, cheios de barracos e ou de casas malfeitas, instaladas como trepadeiras, e tomados por invasores humanos inconseqüentes, que desmatam, matam, cavoucam, explodem foguetes e dão tiros ao léu?

E ai?..

O Rio de Janeiro não se parece com a República da Somália porque em nossos desertos existem os barracos ou casas feias, malfeitas, trepadas sobre as outras...

192 milhões de brasileiros. Em número de habitantes somos a metade dos EUA e já tomamos quase todos os morros das cidades, expulsamos a natureza (as árvores, flores e frutos) e entregamos a feiúra dos barracos trepadores; substituímos a fauna natural por ratos, baratas, moscas, mosquitos...

Pessoas bonitas e inteligentes? Sei não.

Tenho invejas das cidades que preservam largas avenidas; morros arborizados, mesmo que habitados; costa marítima sem vazamento de óleo; sem borras de piches chegando às praias...

Estão vendendo ao caos a natureza, a vida marinha, a beleza de se olhar... Tudo por míseros royalties...

Vale a pena?...

Até quando a lindeza (beleza delicada; Perfeição; graça, primor...) d’essa cidade agüentará aos monstros do próprio lugar?

Sei, não.

Quero morrer antes que o Cristo seja tomado por insetos; antes que às praias cheguem os milhões de barris de óleo, líquido, ralo, grosso e ou em forma de piche...

Os morros cheios de feiúras já me entristecem...

Tadinho do Rio!

Tadinho de nós?

Tadinha de mim!

Quase uma Somália?

Quem sabe?

Dependendo de onde e como se olhe.

Margarida.

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