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sábado, 8 de novembro de 2008

A PROFECIA DE MARGARIDA – Parte II

AMOR VIRTUAL



Margarida embarca num taxi, já que veio trazida pela amiga, e vai para sua casa, em “Zé Mané”, chegando após uma hora da madrugada. Tira a roupa, toma um banho, veste uma camisola sem nada por baixo, resolve sentar no computador e tentar fazer o que o amigo cabeleireiro sugeriu, “navegar pelas salas de bate-papo na grande rede, para se descontrair".

Pensa num nome para o seu personagem e abre um e-mail para brincar com o nome de “bouvardia_estrelícia”, nome de duas flores e começa a procurar salas de bate-papos.

Numa sala ela encontra um tal Charles Pinheiro que a chama de burra e o bate-papo se transforma em uma disputa de palavras de baixo calão, até que ele pergunta –
“Você é gente, Bouvardia?”

-
“E você é um idiota, Pinheiro?”

-
“Sério... Você tem MSN ou algum outro programa no qual possamos conversar em particular para que você me peça desculpas por ser tão estúpida para comigo?”

-
“Claro que tenho e se não tivesse arrumaria. Mas não quero conversar de maneira particular com um idiota profissional!”

-
“Serio, minha linda Bouvardia. Eu gostei de você e sei que você não é burra, não. Só é uma mulher que conhece uma série de palavrões de fazer inveja a qualquer guri... E, em particular, podemos nos apresentar e até, quem sabe, nos entendermos... Hein? Diz: SIIIIIM. Vai?”

-
“Ta... O meu e-mail é bouvardia_estrelicia@hotmail.com... Mas se começar de historinhas eu te deleto e vou dormir".

-
“Ok. Fechado! Vou te adicionar aqui... Aceite-me ai...”

Ela o aceita, ele é adicionado em seu MSN e os dois passam a conversar. Depois de alguns minutos de brincadeira ele abre a webcam para ela e quando ela vê aquele homem de uns 40 anos, forte, viril, sem barriga e sem camisa no seu monitor, exclama –
“Vixi, Charles, como você é velho, cara!!! Hahahahahahahaha!”

-
“Velha é sua vovozinha! Você está olhando para um homem de verdade nos seus 38 anos de vida, bem vivida e ainda solteirão, teclando da Argentina, quer que eu leve a webcam até a janela? Não minto... Agora abra a seu webcam, também!!! Quero te ver. Vai vê é um homem ou uma vovó teclando e se passando por uma mulher nova, de 22 anos... Manda o convite!”

Ela havia dito que tinha 22 anos, quando não fez nem 19 e escondeu tudo. Agora fica pensativa um pouco e responde –
“Está bem. Espere ai.”

Arruma-se porque a camisola estava aberta, mostrando os seios, veste um short e manda o convite para ele, também, assisti-la no webcam.

Quando a webcam se abre para ele, é agora ele que exclama –
“Poxa, garota, você é uma menininha!!! E eu não posso ficar te olhando para não ser processado como pedófilo!!!”

- “Ok. Eu desligo”

-
“Não! Deixa ai como castigo para eu nunca pedi para uma donzela abrir a webcam!”

- “Gracinha!!! Começa não, senão eu desligo!” – Diz Margarida – “O que você faz na vida?” – pergunta.

-
“Se eu responder, eu vou querer saber de você também... E pelo jeito vc vive as custa do papai e não vai querer responder.”

-
É ruim, hein!!! Eu vivo as minhas custa. Sou solteira e estou morando sozinha por uns tempos".

-
“Todas meninas repetem o que você acaba de dizer, mas está bem. Vou fingir que acredito e contar um pouco de minha vida... Se quiser fale da sua, se não quiser, espere um tempo. Eu sou solteiro porque não precisei me casar, sempre tive muitas mulheres e dificuldade para escolher uma porque estava sempre viajando. Eu trabalho desde os dezenove anos no mercado financeiro; depois fui para a área internacional e não dava para eu manter compromisso com família e optei pelo meu trabalho. Moro no litoral do nordeste de Currópo... Penedo, em Alagoas, já ouviu falar? E estou de visita à Argentina”

-
“Já. Dizem que Penedo que é lindo, mas, pelo jeito, é habitado por uma velharia imensa. Por um monte de ‘tios’... Hehehehehe!”

- “Não vou entrar em sua pilha e deixar você se mordendo ai". – Rir, faz caretas e continua –
"Mas, a minha cidade é linda mesmo! E eu estou montando uma casa de show, bar e restaurante lá. Por isso estou aqui em Buenos Aires. Vim conhecer algumas casas de shows para copiar alguma coisa. Quero criar algo diferente do que há no nordeste, pois acredito que lá é a região do futuro, se não virar mar, como afirmam alguns estudiosos... E você o que faz?"

- “Não vou mentir, por isso não direi quase nada de minha vida. Vocês homens não são de confiança. Ainda mais homens velhos que nunca se casaram... Esqueceu que sou uma garotinha?” – Brinca, mostra a língua, manda uma banana para ele e continua –
“Posso dizer que sou empresária e que trabalho muito, portanto, sem tempo para ficar de bate-boca no internet. Posso contar que é a primeira vez que entro numa sala de bate-papo. Hoje que fiz o meu MSN... Um amigo que me sugeriu para acabar com o estresse”.

-
“Que coisa, né? Conheço uma gata linda. Novinha, ainda de fraldas, mas uma gatinha. E não posso saber nada dela. Espero que possamos conversar mais outros dias...”

-
“Poxa, Charles!!! Já são 04:20... As horas passaram muito rápido!!!”

-
“O que tem? Vai trabalhar hoje? Eu não. Vou dormir até ao meio-dia... E depois de amanhã, eu volto para o meu lugar...”

-
“Eu também estou de licença. Deixei tudo com uma amiga que é quase a minha mãe, muito competente e honesta”.

-
“Posso te ver mais?”

-
“Ver o que? Não está vendo?”

-
“Ver o seu corpo, ora! Você viu o meu e deve está se deliciando com a visão!”

-
”Gracinha!!!”

-
“Deixa, vai... Eu faço um strip-teaser pra você. Especialmente, se deixar eu te ver mais um pouco”

-
“Não! Pensando que sou o que? E para que vou querer strip-teaser de um velho? Não trabalho no ramo de funerária”

-
“Eu não estou pedindo pra te ver nua, minha menina. Quero te ver em pé... De corpo inteiro, ora... Vai, fica em pé. Deixa de babaquice!!!”

- “Ta... Espera ai” – Ela se afasta do monitor e deixa lhe ver inteira... Faz um monte de caretas... Chega perto do computador e desliga a webcam dizendo – “Vamos dormir! Até amanhã!!!” – E desligar o PC rindo muito, esquecida dos problemas e imaginando como deve ser de verdade aquele cara cheio de artimanhas... Tem 20 anos a mais que ela. Deita quando já amanhece e dorme logo.

Quando a Margarida acorda já passa do meio dia e encontra a sua amiga cuidando de sua casa, na cozinha preparando o almoço.

A amiga diz “que telefonou abeca e como ninguém a atendeu ela veio correndo. Que já chegou a um tempão. Que já tinha ido à rua comprar mantimentos. E que não quis acordá-la porque essa é a segunda vez que Margarida desperta depois da 7 horas e que merece acordar assim uns dias antes de começar tudo de novo”.

Margarida agradece abraça a amiga e entra no banheiro - a casa não tem suíte – e do banheiro grita – “Márcia, eu preciso modificar toda esta casa: diminuir a cozinha, unindo-a a sala, separada somente por um belo balcão; aumentar a área de serviço, a sala, a varanda e a garagem; fazer do meu quarto uma suíte e construir uma suíte pra você. Pra você deixar o apartamento do Flamengo servindo exclusivamente como abatedouro”

- “Abatedouro?”

- “É...” – Margarida fala entre gargalhada jovial e segue - “Pra você ‘abater’ os seus ‘gadinhos’....” - e continua rindo.

- “Sou assim não, Margarida. Eu não vivo atrás de homens. Acho que estou até ficando brocha como aqueles velhos na qual eu cuidei e que quero esquecer, ta?”

- “Mas... E o arquiteto?”

- “Esta lá, ainda na etapa de paquera. Trata-me como uma princesa.” – abre uma risada e continua - “Quero ver depois que me possuir. Já me conquistou mesmo. Eu que ainda não confessei, mas estou doidinha para levá-lo para o 'abatedouro'.” – Cai na risada também, por repetir ‘abatedouro’ no lugar de apartamento.

Márcia muda a conversa dizendo que ligou várias vezes porque conversou com o presidente da OAC (Ordem dos Advogados de Corrupo) do Estado para tentar agendar o convite à Vereadora Margarida para falar com os advogados da instituição em reunião. Afirma que o presidente regional ficou de avisar assim que convocar...

- “O Presidente da OAC me paquerou amiga. Queria marcar um jantar comigo. É mole?”

- “Você foi se oferecer para ele para tentar agendar a minha reunião? Não devia...”

- “Não! Não fui a ele. Ele que veio a mim querendo contratar nossos serviços para um congresso no Espírito Santos. E eu aproveitei e conversamos bastante...”

- “Cuidado com essas conversas, Márcia!!!”

- “Nada comprometedor, Margarida. Ele disse que pode aproveitar a próxima assembléia, em Soborno, para te convidar. Eu sugerir melhorar a decoração na sua visita e ele disse que, como sempre, a OAC vai pagar pelos nossos serviços, só que, se nós quisermos algo especial no evento quem bancará o excesso seremos nós. E eu quero algo especial, Margarida. Você não vai falar num evento tão masculino como tem sido na OAC, sem nem algumas margaridas no ambiente.”

- “Márcia, minha amiguinha... Entenda que NOSSA EMPRESA NÃO PODE FICAR GASTANDO NOS EVENTOS POLÍTICOS QUE EU PARTICIPAR. Não é legal nem moral...”

- “Está legal. Não faço mais, me desculpe. Na próxima vez eu falo com você antes.”

- "Dessa vez eu vou deixar você fazer, já que conseguiu a reunião que eu quero, mas não gastará mais nada da empresa em minhas ações políticas. Entendeu?"

- “Ok...”

- “E outra coisa: Mande-me os recibos que eu pagarei. Não quero que a empresa pague.”

- “Eu não posso pagar? Também tenho salário. E um ótimo salário, esqueceu?”

- “Você até pode. Nunca a empresa. Mas você ou mesmo eu não podemos gastar na política o que conquistamos com tanto trabalho. Tire como exemplo a história de nosso saudoso Barão de Mauá (Irineu Evangelista de Sousa): Ele entrou na vida política como um cidadão rico, em 1855, aproximadamente, e renunciou o mandato em 1873, quase falido e morreu pobre”

- “Têm tantos que entram pobres e saem ricos. Veja o presidente Lulaf... ”

- “É... Mas são bandidos. Entram para lesar o patrimônio público e o povo, enganando, como fazem esses ‘Novos Senhores’ de Corrupo, que estão no poder atualmente. Eles nunca foram patriotas. Sempre exploraram os trabalhadores, primeiro nas associações, depois nos sindicatos, nos partidos, em estatais e em ONGs, e agora exploram todo o povo nos governos! SÃO BANDIDOS MESMO!”

- “E o povo não enxerga...”

Durante o dia Margarida liga o computador e deixa seu MSN online e toda hora olha esperançosa do tal de Charles aparecer.

À tardinha ela veste uma camiseta, uma calça de física, calça um par de tenis e sai para correr pela cidade, cumprimentando todas as pessoas que passa pelas ruas da cidade, evitando o centro vai até o bairro de Éden, distante uns cinco quilômetros e volta. Gasta mais uma de hora no percurso e reclama consigo mesmo - “Será que eu passaria num teste de aptidão física com esse tempo?” – ela a mesmo responde - “Acho que não. Parece que o tempo mínimo é 12 minutos para 3 quilômetros e 900 metros e eu demorei mais de uma hora em 8 ou 10 quilômetros” – Mas logo conserta – “Mas na pista não tem ninguém na frente. Não tem carros nem buracos, além de ter marcas com a metragem... Vou tentar colocar marcação para poder saber quantos correrei nas próximas vezes...” – Passa por uma casa que tem escrito na fechada: “Faixas” e pára para falar com o artista das faixas - “Você só faz faixas ou posso te contratar para pintar marcação nas ruas daqui à Éden, rodando a praça até o ponto de taxi?”

“Eu não tenho trena... fita métrica grande para medir, senão eu marcaria mesmo. Não precisa de autorização da prefeitura?”

- “Deveria, não é? Mas se formos esperar a prefeitura ou sua autorização, nunca teremos a medição. E pra correr sem ela é ruim. Não sabemos quanto corremos. É bom sabermos para controlar o nosso tempo e testar a nossa resistência”.

- “Eu não tenho um fita grande, senão eu marcaria para você e cobraria somente a tinta e o dinheiro de dois ajudantes que me acompanharão...”

- “A trena eu te dou. Ligue-me amanhã que poderemos ir comprar o que for precisar: trena, tintas e pinceis... e te entrego o dinheiro para pagar os ajudantes... Mas eu quero marcas de 100 em 100 metros até o outro lado da praça, em Éden. Dar uns 10 mil metros, aproximadamente. Acho... É o melhor lugar pra correr por aqui.”

- “Combinado. Dê-me o seu telefone que amanhã eu te ligo”

Margarida entrega o seu número de seu telefone para o 'faixeiro', atravessa a rua, entra em casa e segue correndo para o computador já tirando a roupa para o banho. Percebe que o Charles está online e que ele já escreveu um monte de coisas. Sorrir e sente o coração bater forte.

- “Oiiiii!” – Tecla no computador – “Eu estava correndo. Tenho que manter minha forma e beldade”.

- “Hummmmm!!! E precisa me deixar esperando, amor mirim?”

- “Estou bem grandinha para ser considerado um amor mirim... Agora vou tomar banho. Espere um pouquinho ai”

- “Ligue a webcam, quero ver você fugir pro banho”

- “Pode não. Estou nua... Hahahahahahaha!!! Fica ai imaginando”

- “Faz isso, não! Liga ai. Prometo que amanhã eu corro aqui em Buenos Aires para te contar. Mesmo que aqui seja difícil correr porque tem muitos prazeres: Existem excelentes restaurantes de cozinha internacional, alemã, inglesa, italiana, francesa, chinesa, japonesa, tailandesa, etc... Teatros, museus, exposições e eventos culturais diversos... Variadas as opções para se assistir a belos shows de tango, onde podemos escolher entre drinks ou jantar: Casablanca, Tango Mio, La Ventana, El Querandi, Viejo Almacen... Duvido que você aqui fosse perder tempo correndo, mesmo vendo várias largas e arborizadas avenidas”

-
“Ta... Se eu fosse ai também não perderia meu tempo
correndo a não ser para percorrer tudo em poucos dias... Mas para que quer me ver? Você já me viu.”

Ele liga a Webcam dele com som e quando abre pra ela, ele está ajoelhado, implorando - “abre ai, por Deus, minha deusa carrancuda!!!” – Fala no microfone com voz grave.

Ela rir, se enrola na toalha e lhe manda o convite para assisti-la pelo webcam com som e ele levanta da posição de louvação agradecendo – “Obrigado, Minha Deusa!!! Eu já te amo de montãooooo! Fiquei o dia todo esperando esse momento enquanto conversava com um monte de negociantes chatos. E por onde eu ia, só pensava em você. Ainda nem tomei banho te esperando. Olha, estou nu também e tiro a toalha. Não sou tão mal assim quanto você que me nega até sua visão”

Ela rindo muito dele que aparece peladão – “Você é muito abusado e gosta de ser mostrar...” – Percebe o ‘membro’ dele duro, cai na gargalhada e diz – “Vixxi, que coisa feia!!!” – Fala fingindo que tapa os olhos.

- “Ta... Doeu em mim e na vaidade dele” - fala segurando o membro – “Ele se acha lindo... Você é a primeira que o chama de feio. Poxa!!! Deixa cair a toalha ai.”

- “Não! Imagina ai. Pelo seu jeito você tem muita imaginação” – Fala andando pelo quarto e deitando na cama enrolada na toalha e com os cabelos soltos, fazendo várias posições que espera serem cômicas, mas que acaba sendo sensualíssima.

- “Pára, Margarida! Tira a toalha um pouquinho. Deixa eu te ver direito!!!”

- “Para você ficar pior? Olha o seu estado?”

- “Vai! Tira! Deixa de ser ruim, mulher! Complexada!... Poxa!... Ok... Pode me excluir... Vou dormir triste.”

- “Deixa de ser invocadinho! Mas, você fica lindo assim. Espere ai. Vou abrir um minutinho só. Aproveite bem, porque vou contar até dez e me enrolar de novo” – E assim ela faz. Deixa a toalha cair e o que ele ver é beleza pura. Quase tudo perfeito e novinho em folha.

Margarida tem aproximadamente 1,70 cm, pesa uns 53 quilos, têm músculos na barriga e pernas, seios durinhos, cor morena clara, olhos negros, rosto perfeito e uma cabeleira bem cuidada, parecem sedosos até os ombros. Só uma coisa ele não gostou.

- “Virgem Maria!!! Você é linda, amor!!! Mas tem a aparência de tão novinha...” – Pára, fixa o olhar admirado. Até perdeu o tezão sexual que é substituído, quase por encanto, por um profundo sentimento de amor, de carinho... Quase paterno – “Linda!!! Você é mais linda que um campo de margaridas, Margarida! Só em uma coisa que estraga esse lindo visual...”

- “Pode parar!” - Ela diz se cobrindo – “Pode parar mesmo!!! Não tem nada estragado aqui!!! Estragada deve está a sua mãezinha!!!”

- “Calma, meu amor!!! O que tem de errado eu conserto depois. Mas você pode ir acertando. Está com a xotinha muito mal tratada. Toda cabeluda, poxa! Eu detesto ver uma xotinha abandonada!!!”

- “Abandonada esta a senhora sua mãe!” – Fala olhando pra baixo, e, esquecendo que ele ver, passa a mão sobre os pentelhos de sua xotinha... – “Não tem nada abandonada aqui... Se começar assim eu desligo essa droga e não falo mais com você!”

- “Calma, Margarida!!! Eu não falo por falar nem para denegrir a Tininha!”

- “Tininha?”

- “É... A sua xotinha agora é “Tininha”. Eu a batizo em nome do futuro proprietário: EU! A partir de hoje ela é minha e ninguém tasca. E você vai ter de cuidá-la da minha maneira e sobre a minha orientação!”

- “Vai à merda!!! Vou tomar o meu banho. Você é louco!” – Sai do quarto, bate a porta atrás de si, sumindo da visão do Charles. Mas não desliga o computador nem suspende o envio do webcam.

Charles observa esse detalhe e exclama – “Ainda bem, meu amor... Eu não quero te perder.”

Margarida não sabe por que está com tanta raiva daquele personagem virtual. Entra no banheiro jogando a toalha no cabide, entra embaixo da ducha de água fria e começa a pensar – “Que cara maluco!!! Colocou nome até em minha buceta!!! Que louco! E ainda diz que ela é feia” – passa a mão na xotinha, percebe que tem cabelos demais e no fundo lhe dar razão – “É Tininha, você está cabeluda!" – Chama sua xotinha de Tininha e cai na risada, procurando o sabonete. Fecha os olhos passando sabão no rosto e lhe vem a sua mente aquele corpo musculoso, com um pintão duro, sem barriga e com a barba mal feito encostando em seu corpo e lhe beijando. – “Que doideira!!! Nem sei quem é esse cara...” – sacode a cabeça, mas não consegue tirá-lo de sua mente – “Ih!!!” – Volta a visão para sua xaninha que está lubrificada, passa a mão nos pentelhos e o imagina depilando-lhe, tratando-a com carinho – “Estou ficando louca, Tininha!!!”

Margarida entra no quarto se enxugando sem perceber que a webcam está ligada. Passa a toalha entre as pernas, na bunda, nas costas, enrola a toalha nos cabelos e só ai percebe que a Webcam está ligada. Olha para o monitor e o ver vidrado nela. Ela se senta na cama fechando as pernas enquanto tira rápido a tolha da cabeça, enrola-a em corpo, vai ao computador e desliga o envio de webcam, furiosa. E ele de lá reclama falando no microfone, mas percebe que ela desligou o som e escreve – “É isso que quer? Ok. Fica ai com seus complexos!” – E desliga o MSN, cortando o contato com a Margarida.

Passa dois dias e ele não aparece nem fica online no MSN. Margarida fica triste, nervosa... Não sabe o que fazer. Sente saudades de sua estupidez e na segunda noite chora se sentindo vazia.

No dia seguinte ao seu choro pela falta do tal Charles, sai uma nota nos jornais dizendo “que a OAC (Ordem dos Advogados de Corrupo) vai convidar a vereadora, recém eleita no município de Zé Mané, para falar de seus projetos”. Que a OAC quer saber o que tem de realidade em suas propostas ou se trata somente de mais uma propaganda política sem tino. Informa que a reunião será no auditório da Universidade Federal do Estado Soborno.

Um dia antes da realização da assembléia convocada pela OAC, a Margarida chega a sua casa triste e encontra um e-mal do Charles.

No e-mail ele diz assim:

Título: “O meu orgulho se foi. Falta ir a minha vida”.

No texto: “Margarida, depois daquele dia que você me expulsou de sua vida com uma simples teclada minha vida escureceu e hoje já estou em casa, em Penedo, tentando levar a vida adiante sem saber por onde começar. A única certeza que tenho agora é que colocarei o nome “MARGARIDA” em meu mercado de entretenimento. Também já não sei como ficará, pois tudo de bom em mim se foi quando você teclou ai dando fim ao nosso contato. Buenos Aires escureceu, o ar ficou mais frio, as ruas ficaram vazias, os sons se transformaram em ruídos esquisitos, as mulheres em coisas sujas e até os empresários, que gentilmente ma atenderam, começaram a falar distante. Tive que voltar pra casa para me tratar. Mas aqui não consigo fazer nada que não seja sonhar com você correndo comigo por essas praias, fazendo bagunça. Não tenho mais olho para mulheres. Até com o meu tesão você acabou.

EU TE AMO, MULHER. TE AMO MUITO E PRECISO DE VOCÊ! Faça alguma coisa para que esse feitiço se vá antes que acabe comigo, Por favor!

Eu não mentir pra você. Sou aquilo mesmo que você viu. Trabalhei no mercado financeiro a vida toda e andei por vários países: Comecei trabalhando num banco no Estado do Pará, depois fui enviado para Argentina, França, Inglaterra, Alemanha. Estados Unidos. E larguei tudo para voltar e investir num negócio aqui, em Corrupo. Se você quiser eu entrego todos os telefones de onde passei para você averiguar.

Quero-te muito, mas ficarei agradecido se você tirar esse feitiço que me jogou quando teclou o “fim” numa única tecla.

Se não quiser perder tempo teclando, ligue pra mim pelos números que deixarei no pé da página. Pode ligar a cobrar mesmo. E se for para dizer que me ama, pode até contratar um taxi aéreo ai que eu pago aqui todas as despesa, mas não me deixe morrer assim, definhando dia a dia.

Ama-me ou me deixe, mas sem feitiço, livre para continuar vivendo.

MARGARIIIIIIDA!!! POR FAVOR!”

Charles Pinheiro”.

O coração de Margarida dispara e ela se enche de alegria. Levanta da cadeira e fica pulando por todo o quarto como uma doida, gritando um monte de sons. Para ofegante e volta num pulo para a cadeira e clica em “responder”, escrevendo a seguir:

Título: “OBAAAA!!!!"

Texto: "Também estou louca de saudades de suas maluquices! Entre online urgente, do seu jeito mesmo, que eu lhe tiro o feitiço e te mando um mundo cheio de amor. Muito amor para te curar, meu velhote maluquinho!!!

Eu, talvez, esteja pior que você porque não tenho amigos na internet. Eu só tinha você.”

Margarida da Silva"

E Clica em ‘enviar’.

Pega no telefone, mas resolve mandar somente um torpedo: “SE ME AMA DE VERDADE ENTRE NO MSN AGORA E PROVE! QUE EU RETIRO O FEITIÇO"

O Charles está na obra de sua casa de show, restaurante e hotel conversando com os profissionais quando o seu celular toca. Ele atende sem vontade, enquanto olha os desenhos da obra espalhados na mesa. Quando ler a mensagem, o seu coração dispara e ele sai pela porta da construção sem dizer nada, deixando todos sem entender. Roda um pouco andando de um lado para o outro, relendo a mensagem sem parar, volta correndo como um maluco para dentro da obra e se dirige ao engenheiro, ao arquiteto e ao decorador, dizendo: “Pode dispensar todo mundo por hoje. E amanhã eu só quero vocês três aqui. Nada de operários! Dê o dia de folga para eles. E remunerado.” – Vai saindo, mas volta e completa – “Deixa tudo como está! A minha musa chegou e vai me trazer inspiração”.- E sai deixando todos sem entender nada.

Margarida aumenta e som do computador, para escutar de onde estiver na casa, tirando a roupa, veste um camisão e vai até a cozinha, prepara um prato de comida, coloca no forno de microondas e entra no banheiro para tomar banho. Quando está saindo do banho, escuta o som do computador e sai correndo sem se enxugar arrastado a toalha consigo e ver a mensagem do Charles – “Oi, boa tarde, meu amor!!!” – E ela responde rápido – “Boa tarde!!! Que saudades! Faz mais isso comigo, não!”

Ele manda o convite para seu webcam, pedido para ela mandar o dela. Ela aceita o convite dele e, de pronto, atende seu pedido sem nem perceber que está nua.

Quando as imagens se abrem. Ela ver ele de roupa, suado. Ele a ver nua com uma toalha nas costas olhando-o fixamente, com um sorriso lindo aberto no rosto. E sem se conter, exclama – “Você está muito oferecida, hoje, Margarida. O que houver?”

Só ai ela percebe que está nua e puxa a toalha para se cobrir quando ele, antes dela dizer alguma coisa, volta a reclamar – Poxa!!! Se cobre não... Fica assim mesmo, eu já vi mesmo. E nós não podemos ter vergonha um do outro. Quer que eu tire a minha roupa também?” - Fala já retirando a camisa – “Também vou para o banho. Eu estava na obra quando recebi o seu torpedo”.

- “Começa não, meu velhote! Eu estava no banheiro tomando banho quando você entrou e eu vim correndo para te atender, porque você é muito invocadinho e podia fugir de novo... nem me enxuguei...” – Fala se enxugando, agora sem presa de se cobrir. Fica em pé e passa a toalha na Tininha – E ele comenta já nu e de membro duro – “Nem ligou para a minha reclamação e a Tininha continua com todo esse pêlo ai...”

- “Cale a boca, velhote... Você também esta cabeludo no Robson... Assim se parece com uma vassoura de bruxa depois de muito usada!” – E cai na gargalhada – “A Tininha está muito mais bonita que o Robson”



- “Robson?” – Ele fala olhando e levantando o membro – “O nome dele é...”



- “É Robson! É Robson mesmo! Quando você batizou a minha princesinha me deu o direito de eu batizar o seu escovão... Nem adianta reclamar” – Corta ela.

- “Esta legal! Ele pode ser Robson, mas não é escovão nem feio. Olhe ele direito” - ele fica posicionando seu membro duro de todos os ângulos à frente da câmara para ela olhar.

Ela não sabe o que pensar nem o que dizer. Só percebe que gosta do jeito daquele homem que lhe passa confiança e medo. E que sente uma espécie e arrepio por todo o corpo indo desaguar na Tininha, deixando-a molhadinha por dentro.

- “Margarida, vou tomar banho, mas não foge nem vista roupa. Fique assim que quando eu voltar do banho, nós vamos depilá-la, a deixando sem essa mata ai.” – Ele fala e vai se encaminhando para o banheiro que na casa dele é no próprio quarto... E ela fica sem saber o que dizer e tecla um monte de interrogação – “?????????????????”

Quando ele some na porta do banheiro, ela fica tremula com seu corpo todo esquisito e delirante. Afasta-se do computador até a cama e fica sem sabe se veste alguma coisa. Não esperava que ele fosse pedir para ela se depilar ali na frente dele e com tanta autoridade. Trêmula com a Tininha soltando água ela resolve se enrolar na toalha e fica tentando pensar. Esquece que tava com fome, esperando ali quieta ele sair do banho, pensa alto – “O que vai fazer?” - Não quer contradizê-lo e sente um monte de coisas no corpo só em si imaginar aberta ali pra ele. Nunca se abriu para homem algum. Deixar ver a calcinha normalmente e até tirar a roupa de longe tudo bem, mas se abrir toda, assim? Nem pra médico. Só para uma doutora que lhe examina de vez enquando, no exame ginecológico que faz duas vezes por ano. Mas o pior é que quer e já sente o arrepio gostoso, antes mesmo de começar... Pensa em exigir que ele também se raspe também, mas volta atrás. Detestaria vê-lo raspado, com jeito de afeminado. Gosta dele assim mesmo – “Cruzes!!!” – Afasta o pensamento, sacudindo a cabeça. Lembra-se que tem fome e que colocou o prato no forno e vai até o computador e tecla – “Fui procurar algo pra comer. Mantive-me só de toalha. Não vai me maltratar. Eu te amo, poxa!!!”

Margarida pega o prato, o suco e volta pro quarto; senta na cama em posição de lótus e começa a comer enquanto vigia o monitor a espera do Charles que foi tomar banho. Sente o corpo tremulo numa mistura de sensação nunca experimentado antes. Sente uma falta danada daquele sujeito e fica se sentindo impotente diante dessa nova situação. Com ele ela não consegue se impor e já está disposta a ceder tudo que o seu paquera virtual exige de uma forma diferente. Ele aparece no vídeo saindo do banheiro e ela chega perto do monitor para assistí-lo melhor. Ele sai nu, ainda de membro duro, se enxugando; olha para a câmara e sorrir bonito, fazendo gracinha com a toalha, bailando na frente da câmara... Manda-lhe beijos e mais beijos e ela rir alegre.

Ele chega perto com o membro ereto perto do webcam e pede – “Margaria, o seu Robson quer um beijinho... Dá um beijo nele!!!”

Ela rindo, beija o monitor onde está vendo aquele pinto enorme e duro e diz – “Ele está muito pidão”

- “O que você está fazendo?”

- “Jantando. Estou cheia de fome. Mas já estou acabando. Você demorou no banho. O que tem lá dentro para te prender tanto?”

- “Tomando banho e fazendo a barba. Gostou?”

- “Não. Preferia do jeito que estava com a barba mal feita” – sorrir gostoso.

- “Eu prefiro você com a barba feita. Como é, vamos arrancar os pêlos da Tininha?”

- “Ta... Mas não sei, tenho medo de me cortar...”

- “Vai me dizer que nunca cortou? Que nenhum namorado tentou cortar? Não demora e vai me dizer que é virgem também.”

- “Eu sou virgem. E gosto de ser assim.”

- “Brinca não, Margarida!!! Não começa!!!”

- “Não estou começando nada. Você que está tentando me rebaixa por que nunca me entreguei ao sexo, como sua mãezinha deve ter feito ainda adolescente!!!”

- “Eu não estou tentando te rebaixar nada. Se for verdade você sobe ainda mais no meu conceito e meu amor por você aumentará a um ponto jamais sentido”

- “Eu nunca encontrei ninguém que me interessasse ou que me fizesse sentir desejo de amar... E trabalhei demais para pensar em sexo. Saia de manhã e chegava a noite cansada, doida pra dormir... Levantava na madrugada ainda cansada e ia trabalhar. Nunca tive tempo para sexo... Agora depois das eleições que parei um pouco...”.

- “Eleição? Eleição de que? Foi eleita a miss?”

Ela percebe que não falou nada de sua vida para ele. Fica calada. Sobe um medo pelo corpo. O coração fica apertado. E ela murmura – “Eleição política. Fui eleita a vereadora agora, nas eleições passada...”

Charles se levanta da cadeira, vai até sua cama, deita, coloca a mão na cabeça e fica um tempo pensando. Ela fica parada e calada olhando-o pelo monitor com o coração apertado.

Ele senta na cama e ela observa que o membro está caído. Ele levanta vem até o monitor e escreve – “Você devia ter me dito que era política. Eu detesto vocês e não quero nada com essa raça”

- “Você não perguntou e eu não sou como eles. Eu também os detesto. São todos ladrões!...”

- “Você é santinha? Se fosse teria me dito logo no início que era política e eu teria sumido. Você disse que era empresária. E não tem porte de política. Vai ver até a virgindade é mentira!!!”

- “Mentirosa é a sua família!!! Eu também não conheço nada de você!”

Ele fecha a webcam e desliga o MSN e se vai, deixando-a chorando.

Charles se sente enganado e cheio de raiva anda pela bela e grande casa onde mora só, com os pais morando perto dali... Pensa em dar uma esticada até a casa de seus pais, mas a raiva não deixa, assim volta para o computador pronto para descobrir quem é ela e se vingar se der. Abre um site de busca e escreve “Vereadora Margarida”, pensando – “Será que até o nome que me deu é mentiroso?” Mas qdo clica em buscar aparece um monte de atalhos – “A vereadora mais nova e mais votada em seu estado”, “A mister M da política”, “A Caçadora de corrupto”... E começa a ler tudo e a admirá-la – “Será que ela é uma exceção”? – Ver as fotos e é ela mesma. Não mentiu – “Parece acreditar em tudo que diz” – Pensa. E fica triste de novo, agora achando que foi injusto com a mulher que conquistou o seu coração e sua cabeça a ponto de enlouquecer de amor e ódio.

Abre o MSN e não a acha. Ela parece está off-line ou te excluiu. Pega o telefone e liga para o número que no seu celular, de onde originou o torpedo. Escuta uma voz feminina chorosa – “O que foi?” – Ela sabe que é ele porque havia cadastrado o número dele no seu celular.

Ele fica mudo e gagueja quando fala – “Amor, me perdoe. Eu pesquisei e agora sei que você não é como eles. Perdoe-me! Vamos conversar.”

- “Você me chama de mentirosa, poxa!!! Pra mim esse é a pior ofensa que pode me fazer.”

- “Eu pensei que você tivesse me enganado. Detesto políticos. Pra mim, são todos bandidos! Mas eu estou voltando atrás, me perdoe! E te amo demais. Eu ia enlouquecer sem você.”

- “Eu também. Eu estava chorando. Está doendo demais. Nunca amei ninguém”.

- “É verdade que você não se considera política e que nem vai seguir carreira nesse ofício”

- “É verdade. Só quero oferecer um exemplo para o povo. Garanto!”

- “Há possibilidade de você largar tudo e vim morar comigo?”

- “Não agora. Eu já me comprometi com o povo e com amigos. E não largo por nada, nem por você. Mesmo que o meu coração exploda! Não sou de abandonar batalhas. Nunca desistir de nada e por nada. Não posso fazer isso agora... Desculpe-me.”

- “Ok... Mas vai se candidatar outras vezes?”

- “Não. Só essa vez. Não quero me viciar em nada. É só mesmo um exemplo que pretendo passar... E quero pegar alguns bandidos camuflados na política e nos governos nos roubando. E não quero misturar a minha vida amorosa e profissional com a política, por isso me licenciei de minha empresa deixando com minha amiga e meus funcionários na tarefa de mantê-la ativa e em desenvolvimento”

- “Margarida, como nós ficaremos? O que pretende da vida e de mim?”

- “Nós eu não sei. Não depende de mim, sou carente de você. Gosto de está com você e pensar que você é minha outra metade, alguém que eu posso confiar e me entregar até fisicamente... Da vida eu quero tudo, inclusive a paz num futuro próximo.”

- “Então quer que eu fique aqui sem você por todo o seu mandato de vereadora?”

- “Não. Espero que fiquemos junto assim por um tempo. Você me fazendo feliz, me ensinando e me deixando bobona em nossa intimidade por quatro anos... Depois poderemos nos encontrar e viver a nossa vida e nosso amor...”

- “E o meu ciúmes, minha necessidade sexual e de você? Eu já estou aqui doidinho para te possuir. Como agüentarei? Será um castigo...”

- “Se me amar de verdade, como eu acho que te amo. Agüentará sim. E porque não experimentar? Você não quer ser o meu dono virtual? Eu quero que você e o Robson sejam meus e quero mantê-los vigiados pela internet... Deixa, vai?”

- “E você vai ser só minha, para tudo? Tentará me satisfazer daí?”

- “Não sei... vou tentar se você me ensinar. Eu te amo muito. Doeu agora. Eu pensei que tinha te perdido e já não tinha vontade de nada. Agora já estou ficando feliz... Basta você me prometer fidelidade, da mesma forma que serei fiel a você, que eu pulo de alegria daqui...”

- “Sim! Sim! Sim!!!! Mesmo porque não tenho vontade de ter mais outras mulheres. Você me enfeitiçou. Liga o MSN ai para eu te ver. O Robson cresceu de novo... Te amo. Vou desligar aqui. Beijos na boca... Na Tininha não, porque ela ainda está cabeluda.”

Margarida liga o computador e o MSN, delirante. Ligam as webcans e observa que ele ainda está nu, enquanto ela já tinha se vestido.

- “Margarida, meu amor, eu nunca vi uma mulher virgem. Não vai me enganar.” – Ele brinca, agora tem certeza que ela é isso mesmo, uma coisa de outro mundo feito sobre medida pra ele.

Ela responde – “Nem eu... Nunca fiquei olhando os outros nus, você ao contrário deve ter visto muitas por esse mundo afora... Detesta política, mas o mercado financeiro nacional ou internacional não passa de política e a corrupção está tanto lá como na política governamental...”

- É... É por isso que eu sair... Mas vamos deixar de conversa fiada e vamos arrancar os pêlos da Tininha, O Robson e eu estamos aqui para orientar, nos deliciarmos e ate gozar observando a tarefa... Hummmmm! Tira essa montoeira de roupas!”

- “Espere ai. Você está muito apressado... O que precisaremos?”

- “Primeiro a tesoura. Tem que apará-la primeiro... Mas tira a roupa de vagarzinho, amor... E de jeitinho sensual para os seus admiradores, Charles e Robson, apreciarem te louvando daqui!!! Ah! E liga o som, amor. Eu estou cansado de escrever”

Margarida vem até o teclado, liga o som e vai tirando a roupa dançando e fazendo gracinhas com o corpo e com as expressões da face. Quando fica totalmente nua, dá uma banana para a câmara com os braços, se enrola na toalha, senta na cama de pernas aberta e vai aparando os cabelos da Tininha. Ele fica reclamando porque ela enrolou o tronco com a toalha e não dar pra ver seus seios, mas ela nem liga perdida na atenção a Tininha. Quando os pentelhos estão curtinhos e a xotinha já aparece, ela olha para o monitor e pergunta – “E agora?”

- “Eu tive uma namorada que arrancava com a pinça, mas era menos pelos, não sei se porque ela só vivia arrancando ou porque tinha menos mesmo. As outras vão às depiladoras e dizem usar cera e outros métodos... Como você tira das axilas?”

- “Com o barbeador, ora.”

- “Então, tente com o barbeador, mas cuidado, poxa! Não quero que machuque a Tininha...”

- “Espera ai... Vou tenta” – Fala saindo do quarto.

Ela sai doquarto e ele fica esperando sem tirar os olhos do monitor e maluco de excitação por dentro e por fora. Não pode nem encostar as mãos no próprio membro porque pode gozar, pois desde Buenos Aires não tivera relações amorosas com ninguém, porque, depois que ele a conheceu, as outras mulheres ficaram sem graça e ele só pensa nela.

Ela volta com uma bacia pequena, pincel, barbeador e senta na cama de volta e começa a raspar de vez enquando olhando para ele sorrindo. E querendo ver o que ele faz pede - “Se afasta daí! Quero ver como você está e o que faz.”

Ele se afasta e ela ver o seu membro duro e ele abestalhado de olhos nos monitor, tentando ver mais do que ver.

Ela também sente uma sensação gostosa e sua Tininha está molhadinha, quase como se estivesse menstruada, mas uma molhada maravilhosa querendo engolir aquele membro duro e sentir aquele corpo sobre o seu, geme sem querer quando acaba de se depilar e passa a mão sobre o seu grelinho, abre as pernas, se deita se tocando e se largando pra trás, gemendo sem perceber.

Quando ela tira a toalha e deixa se tocando deliciosamente com as pernas aberta mostrando toda a Tininha ele tem a prova que ela é virgem mesmo e sem perceber se toca também e escuta ela dizer – “Isso. Se masturba pra mim que eu quero ver, amor”

Ele fricciona o membro e o dito cujo lateja forte e vai soltando líquidos leitosos como espirros. Ela imagina o Robson latejando dento dela, aTininha se alimentando com aquele leitinho e também sente um orgasmo estranho, mas maravilhoso. Encolhe-se toda e fica paradinha, enquanto ele tenta se limpar e limpar a sujeira que ela provocou, quando escuta ela sussurrando – “Eu não vou agüentar ficar longe de você muito tempo, não, amor”

- “Nem eu e o Robson, precisamos te possuir de verdade. Mas se a gente te possuir por um minuto não vamos querer te largar por um tempão e acabamos por te prejudicar. Você tem que escolher o que quer, Margarida”

- “Com você é tudo ou nada, não é? Por que é assim?”

- “Eu sou ciumento, possessivo, carente, carinhoso, zeloso, amoroso e estou apaixonado... Como te ter e não te querer mais e mais? Se eu te pegar não vou soltar e se você quiser ir vamos brigar e talvez encerrar o nosso relacionamento. Eu me conheço. Vou sofrer e fazer você sofrer também. Vamos cumprir o nosso acordo. E arrume um consolo...”

- “Não! Você está doido? Eu que não vou entrar numa casa de artigos de sexo e escolher um piru. É ruim, hein!!! E sou virgem. Guardei-me tanto e vou alargar a sua Tininha com uma coisa de plástico?”

Ele fica calado sem saber o que dizer e para deixar o tempo passar ele muda de assunto – “Ok... Deixa o tempo decidir. O que você vai fazer amanhã ou hoje, já que passa de zero hora?

- “Hoje eu vou sair cedo porque tenho uma assembléia para ir. Fui convidada para me explicar na OAC da capital do meu estado e quero está preparada. Como é a minha empresa que promove o evento, eu vou pedi para prepará-la à meu favor, claro. É num grande auditório de uma universidade e eu sei que os estudantes, militante de diversos partidos vai tentar me avacalhar... Quero ter algumas resposta prontas para combatê-los”

- “Margarida, eu vou te ajudar a ganhar esta batalha, mas por causa de você, não pelo povo, pois esse não merece. Aliás, o povo corrupano tem os governantes que merecem, em todas as áreas...”

- “Espere ai. Assim você me ofende.” – corta a Margarida – “Eu não mereço ter como governantes esses bandidos: Alguns Ali Babás e uma imensidão de ladrões!”

- “Calma. Você, eu e outros somos poucos perante os quase 200 milhões de pessoas que habitam Corrupo e que vão defender a ‘esperteza’ e o ‘jeitinho corrupano’. Eles preferem as esmolas que oportunidade que Corrupo tem em demasia.”.

- “Ok... Mas como você pode me ajudar? Vai vim morar aqui, em “Zé Mané”, e ser meu guardião?”

- “Não. Não quero me envolver em política nem com uma política. A firmação de nosso relacionamento (namoro, noivado, casamento..) fica trancado até o fim de seu mandato, mas sobre a proteção das regras de fidelidade e da responsabilidade de satisfazer um ao outro nas necessidade sexuais básica de forma íntima....”

- “Que isso? Está tentando trancar o nosso namoro, dar um tempo (trancar até a matrícula), mas sem deixar de usar a as dependências da mulher (minhas formas)?”

- “É... Até o final do seu mandato nós ficaremos separados às vistas de todos, mas sem deixarmos de nos relacionarmos de forma íntima; de sermos fiel um ao outro e responsável pela satisfação sexual do outro... Foi você que sugeriu, em outras palavras. Não foi?”

- “Ser responsável pela satisfação sexual do outro? Como eu vou te satisfazer sexualmente? Tenho que ir ai para você me possuir e voltar? Você está doido!!!”

- “Não! Você vai ter que me satisfazer daí mesmo, pois a imprensa estará no seu pé e se te vires comigo irão infernizar a minha vida também. E eu não quero me envolver em escândalos Fui um investidor financeiro internacional e gestor de alguns grandes fundos internacionais. Não posso passar por isso. Mas te espero e serei fiel a você até o fim do seu mandato quando estarei lá, na despedida de sua vida pública, pronto pra trazer você pra mim”

- “Quer dizer que eu agora não presto?”

- “Não você é tudo que quero. Quer largar tudo e vim pra cá?”

- “Não posso! Sabe que não posso. Dei a minha palavra e não gosto de voltar atrás...”

- “Pode sim! Você não quer.” - Corta o Charles – “Mas não quero te perder, poxa! Aceite esta proposta que foi você mesmo que sugeriu. Esqueceu?”

- “Ok... Vou salvar este diálogo. Você vai se mantiver fiel e confiar em mim?”

- “Sim... Eu vou ser fiel, mesmo porque não precisarei de mais ninguém se você me oferecer um tempinho virtual todos os dias... E sei que será fiel. Se está virgem até agora pode esperar mais quatro anos, se não te cassarem, claro... Devemos estar preparado para tudo em Corrupo”

- “Assim sim” – imita um personagem de seriado mexicano, que e rodado na tevê corrupana, sorrindo e continua – “Mas estou curiosa. Como irá me ajudar sem se envolver politicamente se não pode nem chegar perto de mim?”

- “Simples! Eu sou o dinheiro. E com dinheiro tudo fica mais fácil.”

- “Pode parar! Tão certinho e já vem com essa...”

- “Calma, Margarida, calma! É dinheiro legal e para uma justa causa. E não vai para ninguém. Posso arrumar um fundo para criar uma ONG de assistência jurídica e de proteção a família de Corrupo, iniciando as atividades aí, no Município de “Zé Mané.”

- “Uma Fundação?”

- “Não! Fundação não. Uma fundação depende da apreciação do Ministério Público, que em Corrupo é cheio desses bandidos também. E eles podem até geri-lo intervindo; pode barrar a aplicação do fundo no mercado financeiro e assim falindo-lo em curto espaço de tempo. Isto é: se não cismarem de extingui-lo por qualquer motivo (artigo 30 do Código Civil e 1.204 do Cód. de Processo Civil).”

- “O Ministério Público está cheio de bandidos? Estão eu já entro perdendo, porque eu confiava no MP”

- “O que é o Ministério Público ou MP, Margarida?”

- “Ora... Estou preparada... Ou pensava está" – Pára e sorrir. Olha para ele e vê-lo balançando a cabeça como se dissesse “E ai?” E ela continua – “O Ministério Público é a Advocacia do poder público, mantida por lei para defender os interesses da administração e de toda a população”.

- “E deveria ser, mas em Corrupo quem acredita nisso? Hein?" - Balança a cabeça e continua – “O Ministério Público são os Procuradores (federais, estaduais e municipais), os promotores de justiça, os procuradores do trabalho. A eles deveriam caber a tarefa de defender o interesse que não pertence a uma só pessoa, mas a toda a população. Mas fazem? Se cumprissem com suas obrigações de maneira ética e austera Corrupo não estaria do jeito que está. A base da corrupção pode está ai, na MP, pois eles são indicados por políticos quadrilheiros, não são eleitos como você mesmo disse naquela entrevista”

- “Ok. Eu não posso ter uma fundação para me ajudar. Então, o que poderei ter? E como você me ajudará? Ainda não matou a minha curiosidade.”

- “Simples: Uma ASSOCIAÇÃO BENEFICIÊNTE DE ASSISTÊNCIA JURÍDICA E DE PROTEÇÃO ÀS FAMÍLIAS E AOS CIDADÃOS DE CORRUPO. Gostou do nome?”

- “É... Mas estamos em janeiro e assumo em março. Não tenho tempo de ficar reunindo pessoas para criar uma associação de maneira certa...”

- “Ai éque entro. Deixa comigo. Você só vai ser chamada para participar da fundação da entidade e de seu Conselho Diretor; para dar palpite no estatuto que já chegará pronto e que você conhecerá antecipadamente antes de todos, pois vou te mostrar antes. E é só aprová-lo. Já tenho em mente até a presidenta.”

- “Presidenta?”

- “É... Não é você, não. Pode ficar tranqüila. É uma ex-juíza durona que conheci tempos atrás. Tenho também outros amigos, acostumados às auditorias e investigações de corruptos, que poderão ser contratados ou convocados para participarem do executivo da Associação. Todos conhecem o mercado financeiro, são advogados e espertos na tarefa de caçar corruptos.”

- “Mas pode me ajudar em que?”

- “Para começar contratará um exercito de advogados, estagiários de advocacia e investigadores diversos, para fazer tudo que você anseia. E com bastante dinheiro que conseguirei de empresas e de fundos fora e dentro do Brasil. Você vai ver.”

- “E eu posso contar com isso para quando?”

- “Desde já. Amanhã mesmo eu entro em contato com meus amigos e de tarde já tenho um parecer pra você. Que horas vai se a reunião?”

- “Às 17 horas em diante”

- “Cuidado ao se referir a uma agência assim, porque eles podem combatê-la, pois eles, da OAC, sabem que não cumprem o seu papel em Corrupo. E, uma associação assim, poderá ser, em curto espaço de tempo mais respeitado que eles, e portanto, um chute nosaco deles!”

- “Meu amor, Charles. Vamos dormir, estou tonta de sono”

- “Ok. Boa note. Amo-te de montão, garotinha!"


- “Beijossss!" – Tecla ela e desliga.

Charles não dorme, aproveita a noite e o fuso horário diferente para começar a fazer contato com seus amigos atrás de apoio e de dinheiro para a criação da Associação Beneficente de Assistência Jurídica. Descobre que a juíza está morando em Minas Gerais e liga pra ela às cinco horas da madrugada.

- Ah... É você? Como me achou aqui?

- “Doutora, a senhora é a minha musa do direito. Não pode me abandonar...”

- “Você é gentil, Doutor Charles. Não tinha se aposentado precocemente?”

- “Não. Nunca vou me aposentar. Só estou tentando trocar de ofício. Estou montando um aglomerado de entretenimento em alagoas, no nordeste. Quero imitar algumas casas de show da Argentina aqui, em Corrupo...”

- “Hummm!!! Já está me convidando para a inauguração?”

- “Não! Ainda está longe a inauguração, mas você será convidada de honra. Quero você aqui, hospedada como convidada antes mesmo da inauguração. Você e todas as equipes que já trabalhei”

- “Então, é muita gente. Vai ser divertido reunirmos sem discussão financeira e questões legais. Eu estou enjoada de ficar parada e de aturar vizinhas, mas também não quero conversar sobre política financeira internacional com um monte de trombadinhas pseudo-elitizados. Se o trabalho é aqui,em Corrupo, eu aceito; se for fora, me perdoe, mas não vou. E não adianta implorar nem vim me buscar, que me amarro no tronco de umas de minhas árvores e jogo a chave no rio.”

- “Oba!!! É num estado colado ao seu. E pode começar hoje indo acompanhar uma amiga numa reunião na OAC... Pode? Lá você se informará e me dirás se vai aceitar a tarefa que reservei para você.”

- “Hoje? Você nunca vai mudar? Sempre vai fazer tudo a onda do impulso, Charles? Eu queria ir passear na orla de Soborno, mas passear. Não a trabalho, ainda mais para uma reunião chata com um monte de advogados iniciantes.”

- “Não é uma reunião com advogados, mas com muita gente num auditório de uma universidade. Se aceitar vai acompanhar e orientar uma vereadora amiga minha e iniciar a criação de uma Associação Beneficente de assistência Jurídica. Vamos conversar. Eu já comprei suas passagens e já reservei vagas para você no Copacabana Palace.”

- “Poxa!!! Você está muito abusado, mas sabe como me corromper. Está bem, eu vou, mas todas as despesas por sua conta. Que horas você marcou o meu vôo?”

- “Para as 10h30min. Comprei agora pela internet enquanto conversava com você. E não dá pra mudar porque o próximo vôo sai às 17h”.

Charles conversa com a Dra Carmem Capelli mais de duas horas, explicando tudo e falando de Margarida, deixando a ex-juíza curiosa. tão curiosa que ela liga para a Margarida logo assim que o Charles desliga e já arrumando sua mala. Estava doida para ter uma desculpa para sair e vadiar um pouquinho. Claro, que não confessou que a vida de aposentada é uma droga.

- “Alô, eu sou a Doutora Carmem Capeli e quero falar com a Vereadora Margarida”

- “Oi, doutora! Eu sou a Margarida e acordei a pouco. Estava de saída para uma corrida na rua”

- “O Doutor Charles conversou comigo sobre você, sobre a reunião que vai ter hoje e com a possibilidade de criarmos uma Associação Jurídica para atuar ai, nomunicípio de Zé Mané, e te auxiliar em alguma coisa. E eu estou arrumando minhas malas para ir à reunião com você. Posso?”

- “Será ótimo contar com a senhora, mas já? Poxa! Vocês não perdem tempo...”

- “O doutor Charles que é assim, afoito. Quando quer uma coisa e na hora. Já reservou um quarto no Copacabana Palace e tudo o mais. Eu gostei, pois é uma oportunidade de sair um pouco de minha ociosidade punitiva”

- “Hummm! Que chique! Eu poderia hospedá-la aqui, em Zé Mané, ou na Praia do Flamengo, mas não vou tirá-la do conforto do Copacabana Palace. Qual é o número do seu vôo para eu te pegar no aeroporto?"

As duas conversam por mais uns 40 minutos, enquanto a doutora Carmem se arruma. E Margarida desiste de correr para ir ao encontro de sua amiga na empresa de eventos saber como andas os preparativos e dar algumas sugestões que acha necessário para se proteger dos ataques que normalmente deve receber de militantes políticos contrários a sua maneira de agir.

Margarida pega a doutora Carmem no aeroporto e segue com ela até o Hotel. Durante a viagem, ela vai contando sua história, e só ai que Dra. Carmem Capeli descobre que a menina não conhece de fato o doutor Charles. Fica admirado com a confiança que um tem no outro sem nem mesmo se conhecerem e pensa – “Poxa! Isso que são metades! Será que foram feitos um para o outro?”

No Hotel, Dra. Carmem Capelli se decepciona com o tal COPACABANA PALECE e confessa sua decepção para sua nova amiga – “Pensei que este hotel fosse como se apresenta fora do Município do Rio, do Estado de Soborno e de Corrupo. Estou vendo que não é mais que propaganda enganosa. Com tanto espaços e morros, no Rio de Janeiro, tomado por favelas, e a cidade sem um hotel a altura de sua fama. É triste”.

Entra e percebe a suntuosidade dos salões, bares e restaurantes e balança a cabeça, exclamando – “Tanto luxo num espaço tão raquítico. Está mais para cassino!”

Charles escolheu para ela uma belíssima e confortável suíte piscina com vista para o mar. Esta suíte mede, aproximadamente, 70 metros quadrados e foi decorada por Michel Jouanet, decorador Francês do Orient-Express. Sua suíte inclui uma confortável sala de estar, com varanda privativa adjacente e vista para a piscina e a praia de Copacabana.

A cama possui travesseiros e colchões ortopédicos Sealy, especialmente confortáveis, e roupas de cama Trussardi. Além disso, a suíte oferece serviços especiais sob solicitação, tais como check-in expresso e check-out na suíte.

Todas as Suítes Piscina são equipadas com duas linhas telefônicas, acesso gratuito a internet banda larga, fax, serviço de secretária eletrônica, cofre eletrônico, roupões de banho, sandálias de diversos tamanhos para homens e mulheres e turndown.

Da suíte ela não reclama. Reclama da prisão luxuosa que é o hotel em si, e comenta para descontrair – “Este hotel não podia está num espaço maior e mais bonito?”

A Margarida não diz nada, mas está maravilhada com o luxo e com a riqueza do ambiente, lendo o folheto e sussurra – “Tem até quadra de tênis no primeiro andar! salão de beleza... Vou vim lhe visitar mais vezes durante sua estadia. Ta?” - Fala rindo e colocando o folheto sobre uma enorme mesa de jacarandá no centro da sala de estar.

- “Margarida, me deixa guarda meus trecos e vamos conversar um pouco. Eu vim trabalhar. Essas suítes são bem caras e o doutor Charles cobra mesmo. Ele não é tão bonzinho comigo como deve ser com você. Ele está acostumado a mandar. Não pense que porque é novo não sabe, porque eu o conheço bem. Ele é um dos maiores financistas do mundo e consegue se manter em sigilo. Isso é para você ver como ele tem poder, garota”.

- “Poder? Ele me disse que estava trabalhando por conta própria e entrando no mundo do entretenimento”.

- “É. Ele está construindo um aglomerado de entretenimento (hotel, parques, boate, restaurante e etc) em Penedo, Alagoas, mas ainda tem muito poder no mercado financeiro internacional. Ele foi uma espécie de corregedor da economia mundial. Mandava nos bancos centrais de todos os países, no FMI e por ai afora. Conhece todo mundo. Quando ele convocava uma reunião e chegava com duas pastinhas nas mãos o pessoal tremia, sabia que vinha demissões para alguma equipe econômica do mundo. As duas pastinhas eram duas opções para a tal equipe: Uma pastinha com um relatório amigável e a outra continha processos e punições, para a equipe econômica escolher. E geralmente escolhiam a demissão e saiam de forma amigável.” – Faz uma cara assim, de brincadeira e continuou – “Mas deixa ele pra lá, você tem tempo e vai ter oportunidade de conhecê-lo bem. Vamos ao que interessa: O que você espera que aconteça na reunião com a OAC? Vamos conversar enquanto almoçamos e testamos este restaurante. Não temos tempo a perder. Conte-me tudo”

- “Agora você me deixou me deixou preocupada, doutora Carmem. Se o Charles é assim, eu não sei se aceitarei a ajuda dele.” – Ela fala isso, enquanto a Doudora Carmem liga para reservar lugar no restaurante Pérgula, porque é próximo a piscina. E descobre que ela tem preferência e mandar reservar o lugar avisando que já está descendo.

- “Pode parar com essa preocupação, Margarida! Ele nem eu interviremos em sua vida. Vamos te ajudar e procurar te proteger, porque você nem imagina no covil que entrou” – Pega a mão dela, afaga e diz – “Vamos nos arrumarmos para o almoço. Limpe este rosto, tire essa preocupação do semblante e vamos descer para conversarmos diante da piscina, comendo, porque estou morta de fome.”

Margarida conta como conseguiu a convocação, dizendo que o convite para a reunião com a OAC é fruto de seu plano de tornar conhecida a sua luta e conseguir apoio. Conta até como arrumou a reunião, ajudada pela amiga e pelo acesso que tem aos advogados, porque trabalha para eles há muito templo preparando o local para todos os eventos na OAC.

- “Então, Margarida, eu vou pesquisar pela internet para saber mais de você, deles e vou está lá com você, sendo sua assessora jurídica nesta reunião... E você me apresente como tal, ok?”

Margarida concorda e sai dali quase às 15 horas. Pega seu carro, imaginando aquela montoeira de Patricinhas e Mauricinhos das tais “Juventudes Socialistas dos partidos”, junto com um monte de universitários curiosos e barulhentos e se treme, pensando alto – “Olha aonde eu fui me meter?!!!” – Segue para o escritório de sua empresa para se encontrar com a amiga que já lhe telefonou uma pá de vezes.

Doutora Carmem Capeli senta em frente ao computador e começa a pesquisar sobre a menina Margarida. Ler tudo que encontra de forma rápida comendo com a mente cada detalhe, limpando as vista e o óculo de vez enquando, por causa das lágrimas que escorre de seus olhos – “Gosto dessa garota, mas agora que sei que não terá futuro. Uma pena!” – Estava pensando alto quando o telefone toca. Ela atende já sabendo de quem se trata.

- “Charles... É besteira tentar ajudar essa garota. Ela não tem futuro. Desista, antes que sofra.”

- “De quem você está falando?”

- “Da Vereadora Margarida”. De quem seria? Estive com ela até agora há pouco...É caso perdido. Ela não tem futuro e se eu ficar com ela, também me danarei.”

- “Por que você acha isso, doutora? Está fugindo da luta? Admiro a senhora...”

- “Pode parar doutor. Você me conhece e sabe que não fujo de nada. Estou dizendo, porque gosto dela. Você devia levá-la para junto de você, se a ama. Ninguém pode protegê-la. Ela é danada, forte, valente, sincera, guerreira... Mas é humana e não usa armadura. Aliás, nem segurança aceita, anda livre como um singelo passarinho”

- “Ela está em perigo ai?” – Pergunta preocupado o Charles.

- “Não! Por enquanto acho que não. Eu estive me informando sobre ela, lendo suas entrevistas, as notícias e andei dando uns telefonemas e não acredito que ela consiga, sequer, ser empossada. Pode morrer antes, pois no último mandato a câmara de vereadores de Zé Mané perdeu quatro vereadores assassinados. E nenhum deles era tão guerreiro quanto ela.”

- “Mas ela está bem? Gostou dela?”

- “Está ótima e eu a amei desde primeira vista. Fiquei apaixonada e não quero que nada de mal lhe aconteça. Vou lhe providenciar seguranças. Ela querendo ou não.”

- “Deixa comigo, arrume para você e a proteja sem que ela perceba. Deixa-me arrumar proteção para ela. Não quero nada aparente, porque ela ficaria raivosa ou dispensaria todos os seguranças às paneladas”. – Rir e se despede dizendo – “Confio em você doutora. Não vá ficar falando de mim... Sei como você é...”

Charles pensa, começa a procurar em seus arquivos, escolhe um nome e liga o telefone. Do outro lado toca, toca, toca e ninguém atende. Tenta várias vezes até atender uma voz que ele conhece bem, no meio de uma algazarra tremenda. – “Alô, Lúcio!!!

- “Quem liga tão insistentemente em meu horário de malhação? Estou na academia, poxa! Será que um trabalhador não tem direito a algum tempo para malhar?”

- “Sou eu, porra! Não conhece mais a minha voz? Sou o Charles, porra!”

- “Você não trabalha mais. Ouvi dizer que estava na pátria de Miguel Del Barco Centenera, se deliciando com as mulheres sul americanas das terras de clima frio”.

- “Não. Estou em Corrupo, tentando abrir um negócio e preciso de você em Soborno, exatamente nomunicípio de Zé Mané... E urgente!”.

- “Posso ligar depois? Aqui eu não posso falar de mim nem de você...”

- “Ok... Estou esperando.Não demore. É urgente mesmo!”.

Charles desliga e volta para fiscalizar sua obra, que uma parte estar em fase da terraplanagem e outra em construção já pensando na decoração. Ele quer a construção em três níveis.

Enquanto isso, Margarida já está chegando à universidade de carro acompanhada por sua inseparável amiga, entra no estacionamento e encontra doutora Carmem já esperando.

- “Doutora, está é a minha amiga e parceira de vida” – Apresenta e pergunta – “Por que a senhora não entrou?”Doutora Carmem rir porque ia dizer “Está louca?” Mas diz – “Esperava você. Estou aqui por sua causa, Sem você eu nem entraria. Tinha esperança que você desistisse e fosse morar em Alagoas com nosso amigo. Isso vai pegar fogo! A política e os políticos, de forma incoerente, desprezam as leis que eles mesmos fazem...”

Margarida a abraça e entram, sendo cumprimentada por um monte de gente que a reconhece. No corredor encontra com advogados do conselho da Ordem, esses reconhecem a ex Juíza e ficam fascinados com tal visita. Só ai a Margarida percebe a importância da tua mais nova protetora.

Quando a mesa está para ser formada, a Doutora Carmem Capeli é convidada a se sentar à mesa ao lado dos conselheiros da Ordem, mas só aceita a palavra para dizer-se impedida de participar da mesa porque veio como conselheira da convidada, Vereadora Margarida. E que pode ser obrigado a intervir se solicitada pela Vereadora para prestar esclarecimento sobre termos legais de seus projetos.

O auditório está realmente cheio, mas não dar para perceber nenhum movimento político de aversão a qualquer projeto, tanto da OAC quanto da vereadora convidada.

Depois das propagandas em formas de prestação de contas, o presidente da OAC pega a palavra e fala – “Devido à posição da Vereadora Margarida na mídia, falando contra a corrupção e, embalada por algumas denúncias, também de instituições brasileiras sérias como a própria OAC (que vim saber agora), da PM... E até dos governos: municipais, estaduais e do federal, resolvemos convidá-la a explicar o seu milagroso projeto para “LIMPAR CORRUPO” da imensa corrupção que somente ela enxerga neste nível...”

Margarida ainda na platéia tenta se levantar furiosa, mas é contida pela ex-juíza que cochicha – “Você tem que aprender a escutar primeiro, menina...”

E o presidente continua - “Não estou aqui defendendo os corruptos corrupanos ou para agredir nossa convidada, mas quero me antecipar e dizer que a OAC cumpre o seu papel de maneira impecável, defendendo nossas leis, a advocacia e a democracia. Lutamos também contra a corrupção, que não é tanto quanto afirma a vereadora...” - Vira para Margarida e convida – “Por favor Vereadora, esteja a vontade para se apresentar. Devo informar que a senhorita será inquirida por todos ou enquanto der... E que já existe muitas pessoas escrita para lhe dirigir a palavra. Informo ainda que não é obrigado a responder, mas que esperamos que replique ou explique de forma democrática e educada.”

Margarida sobe no pódio da universidade calada, ajeita o microfone, dá uma sapateada e faz toda a platéia rir. Volta para o microfone e diz – “Desculpe-me, não sapateei por nervosismo, mesmo estando nervosa, mas para espantar qualquer encosto. Eu não acredito em macumba, contudo, é melhor não arriscar, vai ver existe”. – Dar um tempo, respirando fundo e continua – “Bem, eu não esperava ter que me apresentar porque geralmente me apresentam: alguns falando bem outros mal, no entanto, sou sempre apresentada. Porém, já que tenho que me apresentar, vamos lá: Meu nome é Margarida da Silva; devo ter tido pai, mas não o conheço; sou solteira e tenho 18 anos; fui camelô de balas, de doces, de flores e hoje sou empresária do ramos de decoração; estudo arquitetura e fui eleita vereadora no pleito passado, no município de Empadresópolis, com 138 mil votos...”

Nisso um gaiato da platéia, corta gritando- “Tem namorado ou está desimpedida?” – Ai uma gaiata responde – “Não!! Ela é virgem!!” – E toda a platéia cai na gargalhada a ponto do presidente da mesa intervir pedindo silêncio e respeito a convidada.

Margarida também rir e se dirige a mesa – “Posso responder?” – O presidente diz - “sim, se é complemento de sua apresentação” - E ela se dirige ao gaiato – “Bem, eu não tenho namorado físico, ainda, mas sou comprometida com alguém que aprendi a amar. Em relação a ser virgem, posso confirmar e dizer que não tenho vergonha de ser virgem. É sinal que ninguém me usou como objeto sexual, ainda. Já que não tive tempo de, sequer, pensar em sexo, trabalhando e estudando das 05h00min as 24 h e, às vezes, até mais tarde, durante toda a minha vida, desde nove anos de idade. Eu não tive família. Eu morava, praticamente, na rua, vendendo produtos que eu comprava para sobreviver. A minha história não é um biografia política armada em outra geração para usar com objetivo político, as testemunhas de minha luta andam por ai e podem ser constatadas a qualquer hora.”

O mesmo gaiato levanta o braço e pergunta – “Você pode provar que é virgem” – provocando, outra vez, a gargalhada geral.

Margarida espera o auditório silenciar e responde – “Não sei” – Vira para a mesa e pergunta – “Posso provar, doutor presidente?”

A mesa rir e o Presidente chamam atenção da platéia e depois da própria vereadora – “Vereadora, você não está aqui para provar a sua vida intima. Isso não interessa a mesa nem a OAC. Continue”

Margarida volta para a plateia e continua – “Viu? Até a mesa riu. Os conceitos mudaram. Hoje, a virgindade de uma garota é motivo de riso até para senhores que tem filhas adolescentes. Mas se o mundo não fosse assim, tão hipócrita, com tantos conceitos retrógrados baseado em falsos pudores, eu provaria. Convidaria algumas medicas, me dirigiria para um canto qualquer do auditório, com um muro feminino constituído por alunas de medicina, me mostrava e provaria. Não uso o pudor ou conceitos mesquinhos para fugir. Mas posso fazer isso por uma causa, nunca por dinheiro, nem para conseguir emprego ou por uma nota melhor em qualquer exame. Mesmo não tendo nada contra usar o corpo como objeto de troca, seja por quaisquer motivos, já que todos usam o corpo para tudo, principalmente o artista das artes cênicas. Sou contra usar o corpo, entregando a virgindade para prender um moleque, que se acha gostoso, como namorado”.

Da plateia uma garota diz – “Mas você disse, em sua biografia política, que já se mostrou quando criança para conseguir dinheiro para comer e para comprar balas e doces e vender. É mentira, então?”

- “Não é o que estou dizendo? Eu até quase aos 10 anos passei muitas dificuldades e era obrigada a deixar que me olhassem para conseguir dinheiro, mas não me passar mão. Sem me tocar. Repito. Fui obrigado a isso porque a Nação Corrupana não tem quem defenda a criança e o adolescente. Nos entregam camisinhas, que furam provocando a maternidade precoce, e nos usam para arrumarem contribuições de empresários e da população em geral. Mas isso é uma outra história. Depois dos onze anos eu aprendi a juntar dinheiro e subir de posto, vendendo flores e cresci socialmente assim. Porém, se hoje eu perdesse tudo e fosse obrigado a procurar emprego e tivesse de usar o meu corpo, eu usaria sem pudor imbecil ou conceitos retrógrados. Tudo mundo usa o corpo para ganhar dinheiro, alguns até perdem partes dele em maquinários. Nosso presidente perdeu o dedo. Eu, para ser sincera, escolheria perder a virgindade ou algumas pregas, pois amo demais os meus dedinhos. No entanto, nunca me entregaria aos moleques para provar o meu amor ou para prendê-lo à mim, porque não sou idiota”. – Volta para a mesa – “Senhores. Acho que já me apresentei e bem. Não tem nada de minha vida que eu não tenha falado” – Sorrir e continua – “Pode mandar as perguntas. Perdi o medo”

- “Pensei que você fosse ficar só na apresentação, discutindo com essa galera...” – Comenta rindo e continua – "A mesa pede que você explique por que falou para um jornal que o MP e a OAC não cumpre o seu papel?”


- “Bem... Desculpe-me presidente, mas o senhor disse que minhas revelações foram “embaladas por algumas denúncias”. Algumas denúncias? Então, os senhores não lêem jornais. Não conhecem a situação prisional de Currópo onde a maioria está presa ilegalmente, de conformidade nossas leis. Os advogados têm que usar a corrupção para soltar alguém, porque as leis são ignoradas pelos policiais e até pelos juízes. Têm cidadãos presos sem um julgamento e até sem inquéritos. Nossas cadeias são piores que os campos de concentração da Alemanha na 2º guerra mundial... Diz que minto?”

Olha para a mesa, não recebe resposta e continua – “Claro, que a OAC não tem culpa dos cidadãos estarem sendo presos ilegalmente, pois é uma associação de advogados, não é o Ministério Público.

Mas é culpada pela fragilidade dos advogados e da advocacia em si; é culpada por existir advogados de portas de cadeia, de ruas, como os advogados camelôs nas portas das juntas da justiça trabalhistas pescando trabalhadores demitidos.

A OAC não consegue proteger os próprios advogados. Tem advogados sendo processados em tudo que é tribunal sem uma defesa digna; tem advogados sendo revistados em portas de delegacias, de presídios e até na entrada de bancos...

Cadê a OAC nessa hora?

Está com medo de mexer em casa de marimbondo?

Com medo da mídia?

Com medo da opinião pública?

Os advogados de Corrupo têm que ser assistido em todos os campos pela Ordem, ou Não?

Ora, se existisse uma Ordem de Advogados atuante, não precisaria que uma mulher, VIRGEM, mal saída da adolescente, viesse defender advogados marginalizados pela própria Ordem. Mas será que esse é um de meus deveres?

Creio que sim, pois serei, a partir de março, a vereadora de todos que votaram em mim, incluindo ai, os advogados de minha cidade, que estão abandonados pela Própria Ordem (OAC)”.“O custo da justiça no Corrupo é muito grande por causa da demora promovida pela burocracia, pela incompetência, displicência ou negligência dos servidores do judiciário (incluindo ai os Juízes amantes da mídia). E por causa da corrupção e ou babação de saco aos poderosos.

Assim, os advogados que assistem as classes ‘media’, ‘operária’ e ‘pobres’ não têm condição de arcar com esse custo e acabam se tornando advogados camelôs (porta de cadeia) ou advogados mendigos ou advogados 171 (recebendo migalhas aqui e ali sem ter recursos para dar andamento aos processos até por falta de passagens), sem respeito das autoridades arrogantes (corruptas), que passaram a reverenciar mais os profissionais influentes, que as leis.

Hoje, se uma pessoa é presa ilegalmente e não tem um advogado medalhão, desses influentes (do Feudo OAC) não sai da cadeia; os advogados pobres (de pobres) não solta o seu cliente e pode até ser acusado de alguma coisa e preso num total desrespeito às leis, à profissão, ao profissional e à OAC, que se encolhe para não ‘si sujar’ a vista da opinião pública, si mantendo como um órgão elitista e sem compaixão ou sem dedicação a justiça.

Já em relação ao Ministério Público a coisa é mais complexa porque os procuradores são indicados pelos políticos, deste modo, eles não têm poderes morais sobre os seus padrinhos. Eu até entendo.Eu pensei em propor a criação de uma fundação para me ajudar nessa luta contra a corrupção em Corrupo, mas me fizeram desistir porque o MP poderia me tirar o apoio do Órgão, com algumas canetadas e artimanhas, usando o artigo 30 do Código Civil e 1.204 do Cód. de Processo Civil.

Mas, e o Ministério Público é a Advocacia do poder público, mantida por lei para defender os interesses da administração e de toda a população, aonde está? Vem servindo a quem? Ao povo não é, senão, ninguém seria preso sem assistência advocatícia. Serve aos políticos!

Eu só disse “que o Ministério Público, que são os Procuradores (federais, estaduais e municipais), os promotores de justiça, os procuradores do trabalho, deveria caber a tarefa de defender o interesse que não pertence a uma só pessoa, mas a toda a população. Mas fazem?

Se cumprissem com suas obrigações de maneira ética e austera, Corrupo não estaria do jeito que está” Eu disse mais: “que a base da corrupção pode está ai, na MP, pois eles são indicados por políticos quadrilheiros, não são eleitos diretamente pelo povo” O que eu disse de errado? Isso todo o povo de Corrupo quer dizer, eu só traduzir a vontade de meus eleitores".

A platéia silencia e a mesa fica desarrumada. A ex Juíza se remexe em sua cadeira e Margarida se cala olhando para a mesa. Um advogado a chama de abusada. O presidente da mesa toma a palavra e começa“A OAC mantém seccional em quase todos os municípios de Corrupo, pronto para atender os advogados e a quem procurá-las, portanto, não é verdade que a OAC não assiste seus advogados e o povo de uma maneira geral. Estamos de olho em todos os tribunais auxiliando as leis e até as casas legislativas em todos os níveis. Você, Vereadora, está começando mal, acusando uma instituição das mais sérias de Corrupo. Sorte sua não ser advogada. Mas sua reclamação ficará registrada para possível apreciação do conselho e daremos uma resposta em breve.” – finaliza – “Vamos ao próximo escrito, você tem a palavra, doutor Geraldo”

Doutor Geraldo é o mesmo que a chamou de abusada.

- “Bem garota, vou te chamar assim porque você é uma menina. E uma menina abusada. Se estivesse numa CPI estaria presa...”

- “Certamente doutor. E me sentiria privilegiada” – Corta Margarida.

- “Ainda não te dei a palavra” – Diz o advogado, e continua – “Respeitamos a sua falação agora respeite a minha palavra” – Pára, olha para ela e continua – “Minha pergunta nada tem a ver com a sua vida íntima, que você parece está muito segura e é bem desenrolada. Tem a ver com leis e com seu aparente desconhecimento de política, mesmo que bem assessorada juridicamente, pelo que vejo. Tenho pena da nossa amiga e ilustríssima jurista, Doutora Carmem Capeli, que é uma espécie de maga das leis, respeitadíssima no mundo inteiro. Ela vai passar um bom bocado com você e com essa sua rebeldia adolescente” – Respira fundo e continua:


“Mas, deixa para lá. Vamos a minha pergunta:

Em sua cidade deve ter sido eleitos 21 vereadores e você é só uma, mesmo que mais votada. Pelo que pude perceber pesquisando agora aqui, é que você não tem apoio certo nem do seu partido porque não trabalhou com o seu candidato a prefeito; você tem prometido muito, e alguém disse que suas promessas são muitas até para uma cidade como New York. Sei também, pelo que você disse em suas entrevista, “que pretende ameaçar e usar o poder dos votos recebidos e o apoio popular que pretende conseguir para forçar apoio, para conseguir o que quer...” – Rir, olha para a plateia e continua:

“Dê uma palhinha para nós e explique o que pretende fazer? Saiba, no entanto, que nos nestes últimos 4 anos, em seu município, já morreram 4 vereadores, todos assassinados.

Hein? Dê um palhinha"

- “Doutor Geraldo, sei que o senhor já foi candidato. Sei também que teve 380 votos. Então, eu posso imaginar que o senhor não é um bom entendedor de política, não a ponto de valer-se de tanta arrogância política. O mundo político geralmente não é o que aparenta ou o que é visivelmente ostentado. A maioria dos políticos vive blefando como nos jogos de baralho e empurrando com a barriga o cargo, esperando ser indicado, eleito ou reeleito para um cargo mais em cima. Todos vivem atrás de dinheiro porque para eles se manter no cargo o custo é enorme. Não dar para pagar com o próprio bolso com o salário ridículo que recebem. Tão ridículo que alguns parlamentares roubam os salários de seus assessores e auxiliares. Isso é de conhecimento público.

Repito: que não tenho medo de ser cassada. Eu já disse aqui e confirmo, que se isso acontecer eu me consideraria privilegiada, próximo a grandes vultos de nossa história. E não vou parar de lutar com medo da cassasão, porque se me cassarem ou roubarem o meu cargo de vereadora a mim conferido pelo povo. Eu vou cumprir o meu mandato de quatro anos como vereadora, de qualquer maneira! Até como cassada! Lutando com o poder das 138 mil procurações, em prol do povo.

Talvez, cassada, eu tenha mais tempo para lutar. Não preciso de um palco ou da arena da Câmara Municipal para lutar pelos meus direitos e pelos direitos daqueles que confiaram em mim. O que eu precisava era os votos e isso eu tenho. Não entrei para a política para ganhar dinheiro ou para seguir carreira, entrei porque é um direito do cidadão, eu sou uma cidadã. Eu quis influir politicamente e mostrar minhas propostas. Claro, que eu não precisaria do cargo de vereadora para lutar por meus direitos e pelos direitos do próximo, mas, com o aval da população eu me colocaria ao nível dos políticos. Foi o que fiz: apresentei-me como candidata e a população me colocou no nível deles. Agora é só usar esse poder que o voto me confere.

Não é o cargo de vereadora que me faz forte. São os votos. Tive mais votos que o prefeito!

Creio que os senhores ainda não me compreenderam que são os votos que me faz ser forte e que me empurra a assumir tanta responsabilidade. Não é o cargo ou o salário.

Agora, quero deixar claro: EU NÃO PRECISO SER EMPOSSADA PARA LUTAR. JÁ ESTOU ESCALADA PARA COMEÇAR A LUTA A PARTIR DE MARÇO PRÓXIMO, QUE É QUANDO PASSA A VALER OS VOTOS QUE RECEBI. E QUE ESTOU ME PREPARANDO PARA ESSA BATALHA.

Como farei?

Usarei as leis que os senhores não usam.

Se estiver na lei que a criança tem que ser assistida, eu vou lutar pela assistência à criança?

Se estiver na lei que a criança tem que ser respeitada, eu vou lutar para que elas tenham o respeito devido;

Se estiver na lei que a criança tem que ter escolas, eu vou lutar para que haja escola em cada bairro;

Se as comunidades carecem de postos de saúde, eu vou lutar para que os postos de saúde estejam lá para atender a comunidade...

E assim atuarei no campo da habitação, do lazer, dos esportes, da cultura... Buscando sempre a dignidade levada pela corrupção.Eu vou lutar os quatros anos por esses direitos.

Se estiver na lei que é crime a corrupção, eu vou lutar para que os corruptos saiam da vida pública, se possível, diretamente para a cadeia!

Não vou fazer política. Vou trabalhar. E preciso da ajuda daqueles que querem lutar pela dignidade que se esfacela em nossa Pátria mãe.

NÃO PRECISO DE MILAGRE, existem as leis. E “o bicho” vai pegar mesmo!”

Olha para a mesa, para a platéia e continua - ”Em relação às mortes dos vereadores, eu também estou consciente. Só que penso diferente. Não acredito que eles morreram porque lutava pelo povo, já que não temos visto políticos lutando pelo povo, mas sim pelos partidos e por seus pares nos grupos políticos.” – Dar um tempo, revirando os escritos que fez e se volta à mesa

“Antes de devolver a palavra à mesa, esclareço: que meu projeto não serve para New York, porque em New York não tem crianças se prostituindo nos bares, trabalhando como camelôs sem atuação das assistentes sociais das varas da infância e dos conselhos tutelares.

Não tem delegacias cheias de presos sem julgamento sendo torturados fisicamente (apanhando, sendo estuprados, adquirindo doenças, incluindo as mortais como a AIDS, comendo mal...) e psicologicamente;

Não tem morros cheios de favelados e pessoas marginalizadas (sem bairros, sem casas, sem educação, saúde, sem lazer, esportes... Sem dignidade e com os bancos públicos e privados metendo a mão nos juros);

Não tem uma Telemar cobrando taxas básicas de todos sem oferecer os créditos devidos, comprando filhos de políticos (até do presidente da República)...

Não tem um LIGTH que diz ser roubada pelos gatos e ainda assim, tendo lucros exorbitantes;

Não tem uma CEDAE cobrando água sem oferecer, cobrando por tratamento de esgotos que são jogados nos rios e na orla máritimas e ou lagoas através da valas negras.

Não tem uma juventude e cidadãos fazendo biscates aqui e ali para sobreviver;

Em New York não falta água, não existem gatos de luz por necessidade, não tem 20% de desempregados. Não tem dengue, febre amarela, 59 mil casos de câncer de mama por ano, gente morrendo com a tuberculose e de lepra (hanseníase ou mal de Hansen)...

Em New York não falta saneamento básico, escolas, quadras de esportes...

Acho que o meu projeto está mais para Serra Leoa, o país mais pobre do mundo. Não?” – Encerra.

Doutor Geraldo, pega a palavra, exigindo direito de resposta e diz – “Garota, eu não fiz campanha política, entrei porque fui indicado pelo meu partido, e atuo em política desde antes de você nascer. Mas tenho que confessar que você tem um gogó de ambulante mesmo e merece respeito. E isso me deixa na obrigação de te alertar para tomar cuidado com os verdadeiros bandidos!”

O Presidente da Mesa pede as pessoas para retirar perguntas repetidas, legando as horas, e sobram poucos escritos, entre eles, um advogado da mesa e uma jornalista – “Tem a palavra doutor Cleber”

Doutor Cleber é direto

“Vereadora, afinal, qual é a ajuda que espera de nós?”

- “Eu, doutor, no início, ou seja: antes de pesquisar, eu queria que vocês fortalecessem a seccional da OAC de Zé Mané com advogados respeitados que pudesse influir favoravelmente contra a corrupção no município. Mas depois eu percebi que isso seria ruim para a classe de lá, pois isso equivaleria a uma intervenção branca. Percebi que os cânceres da OAC são, na verdade, essas influências ou círculos de influências que vem cassando os direitos e o respeito devido aos advogados da população menos assistidas e quem mais depende de advogados. E percebi, a tempo, que essa intervenção sacana não seria uma ajuda.

Hoje, eu quero que vocês valorizem a classe sem intervir, lutando com o povo para moralizar a judiciário, ajudando o povo a ter uma justiça dentro de um prazo justo. A pior injustiça que há em Corrupo é a falta de justiça devido a desmoralização do judiciário.

Peço que lute por rapidez na justiça, incluindo ai, propostas da criação de leis severas contra o atraso de processos, com prazos pré fixados para cada caso.

Peço que usem a influência da instituição para a valorização dos advogados e da justiça.

Peço que dêem valor as seccional dos municípios menores para que a justiça lá também ocorra, o que não tem acontecido...

Vocês da Ordem não dão valor a seccional de Zé Mané. Quem são os representantes de Zé Mané na Ordem aqui ou no DF?

E assim, consciente do desprezo de vocês pelos pobres e menos influentes, eu optei por um plano B. Secreto, por enquanto.”

Ela para de falar para sorrir e continua. – “E queria conhecer os senhores, como vereadora, porque como prestadora de serviço eu já conhecia muitos dos senhores...

O resto que espero e o tratamento devido a todos, sem privilégios. Espero, por outro lado, não ter sido arrogante ou antipática a vista dos senhores.”

O Presidente da mesa pede a jornalista para fazer a ultima pergunta, para dar por encerrado a reunião. Mas ninguém se mexer na platéia.

- “Vereadora” – Começa a Jornalista – “Hoje soubemos que você esteve no Copacabana Palace que tem uma diária de R$ 1, 300,00 por dia, fora outras despesas podendo, chegar aos 2 mil reais por dia... Tem tanto dinheiro assim?

Margarida - “Quem dera eu pudesse me hospedar ali. Não pelo dinheiro, que hoje posso perder R$ 2.000,00 um dia ou outro, mas porque não tenho tanta classe ou estilo para aquele ambiente. É muito luxo para uma ex-camelô, mas adorei ir visitar uma amiga lá. Porém, não tenho coragem de trocar minha liberdade por regras imposta pelo luxo. Gosto de apreciar, mas não de me trancar num cofre forte. Não gostaria de ser presa a etiquetas sociais.”

Jornalista - “Você não disse quem foi visitar lá e o que queria?”

Margarida - “Nem vou contar. Não sou fofoqueira, mas não fui visitar nenhum político corrupto ou ladrões ou empresários sonegadores.”

Jornalista - “Observamos que existem três seguranças ai fora. Adotou seguranças?”

Margarida - “Não. Não tenho segurança. Não que eu saiba. E não sou tão importante. Nem preciso.”

Jornalista – “Espera ser protegida por deus? Pergunto isso, porque parece já haver ‘bolões’ de aposta com os dias que sobreviverá na política".

Margarida – “Não entre nesse bolão que você perderá dinheiro. Mas se e viciada em jogo e quer apostar, aposte em mim, porque não acontecerá nada de ruim comigo".

Em resposta a pergunta de que serei protegida por deus? Respondo: que Não! Quero que deus ajude os pobres, principalmente, as crianças usadas pelos pedófilos, as crianças que catam lixos nas ruas e nas lixeiras, algumas acompanhando os pais até a noite, nos centros das cidades, para poder ter o que comer.

Estou cheia de ‘ver’ esse deus criado a semelhança do homem, ajudando políticos corruptos, donos de ONGs sacanas, empresários desonestos, padres pedófilos, falso profetas encarnados como os pastores de igrejas. Não quero a ajuda desse cara, não! Quem se mistura com porcos farelos vai comer um dia”.

Jornalista – “Não acredita em deus?"

Margarida – “Acredito, mas não nesse deus que ajuda ladrões, corruptos, sonegadores, falsos profetas e padres pedófilos a não serem presos e deixa as crianças abandonadas e sem nem mesmo direito de defesa. Na America do Norte a igreja católica pagou mais de dois bilhões de dólares de indenização, aqui a mídia defende os padres pedófilos e a igreja não paga nada. E se for processados a justiça vai demorar tanto, que toda a geração morrer e a igreja não paga”

“Vereadora qual o seu deus? – Sai uma voz da plateia?

- “Sabe que não sei. Não sou intima d’Ele. Ele nem me dar bola, graças a Deus!!!” – E rir.

A Jornalista que ainda tem a palavra, volta a perguntar - “A Ex Juíza, Dra Carmem Capeli, vai ser sua assessora?”

Margarida - “Não tenho tanto prestígio para isso. Ela é uma amiga e que luta contra a corrupção no mundo todo, e está aqui como observadora. Claro, que me ajuda muito estando ao meu lado.”

Jornalista - “Ultima pergunta, já que todos já estão cansados, você pretende provar que é virgem?”

Margarida - “Provar a quem e por quê?”

Jornalista - “Provar ao povo que é virgem. Esse povo que você tanto enaltece e que vivem rindo de sua virgindade?”

Margarida - “Não vejo ninguém rindo de mim. Não na minha frente, mas até eu, às vezes, duvido de mim mesmo e rio de minha virgindade” – Rir e continua – “Talvez eu faça ou aceite ser examinada por uma junta médica gratuita, mas não para o exame ser publicado por revistas.”

Jornalista – “Agora é a ultima pergunta mesmo. Se você aceitar ser examinada, eu poderei te acompanhar para registrar a façanha?”

Margarida – “Não. Você é muito famosa não precisa de mim para nada. Eu procurarei uma jornalista iniciante e também valorosa que precisa da matéria. Todos têm que ter espaço.” – Cai numa risada alegre levando o auditório junto.

A Mesa passa a palavra para uma pessoa da platéia e essa olha um papel que carrega e diz – “Vereadora. Meu nome é Valéria, sou estudante de comunicação e gosto do seu jeito de falar. Tomara que você realmente atue com essa convicção com que fala. Eu tenho duas perguntas para lhe fazer: Uma diz respeito à Telemacaca e o filho do presidente da república. O que você tem contra a sociedade da empresa com o rubinho?

E a outra é a respeito da solução para a defesa de pobres na justiça, já que o pobre não pode pagar advogados como bem deve saber. Qual é seria a solução?”

Margarida – “Vixxi!!! Espero as complicação daqui” - aponta para mesa – “e vem de você" – se adianta para os espectadores e reinicia – “Valéria, eu não teria nada contra a negociata da Telemacaca com o ‘Rubinho’ se ele não fosse o filho do presidente que tem a família ‘blindada’ pela mídia para não prejudicar a governabilidade de Corrupo. E se a Telemacaca não tivesse sido beneficiada pelas ações do governo depois dessa negociata. Sou contra os aumentos que houve:

A oficialização da taxa básica com a invenção do telefone para pobre mais caro que o telefone para rico;

A mágica de tranformar os pulsos de 4 minutos por 1 minuto com o custo, para o consumidor, 4 vezes mais caro que o antigo pulso...entre outros danos para oconsumidor neste governo desgovernado.

A Telemacaca precisa de uma investigação séria para revelar essa mágica que faz a Telemacaca ter lucros, cada dia maior, com uma administração aquém de qualquer adminstradorzinho de microempresa. Desvendar os furtos aos consumidores com apoio do governo.

Portanto, a minha resposta para solucioonar ambasas equações está na transparência e no prazo da justiça. Que justiça é essa que demora uma vida e as vezes até mais de uma geração para solucionar um problema e punir alguém?

A Telemacaca só abusa porque o povo não tem defesa. Não tem advogados porque as despesas são caras, não compensar brigar uma eternidade para ter de volta R$ 100,00... E porque as defensorias públicas são enganações.

Vai a defensoria pública reclamar de alguma coisa? Vai penar, ser humilhado. É melhor deixar pra lá.

Eu tenho em minha mãos algumas contas de telefones de pessoas que pagam a tal taxa de assinatura e não tem direito a crédito algum porque parcelaram as contas e pagam atrasado”.

“A pessoa paga todo mês mais de R$ 230,00 e seu telefone só funciona do dia 7 (dependendo dos dias úteis) ao dia 17, no máximo. Isso tudo de conformidade com o contrato, porque essa pessoa parcelou uma conta em 10 vezes. E se atrasa cinco dias tem o telefone cortado. E os pulsos que ele tem direito pelo pagamento da taxa básica? Perde?

Quer dizer que a Telemacaca ganha nos juros, atuando como banco, e nos pulsos negado ao assinante.

Como isso acontece?

Simples: Essa pessoa paga atrasada todo mês. A conta vence dia 13 e ela paga no dia 1 do mês seguinte (dependendo do seu pagamento). Acontece, que pelo contrato de financiamento, depois de 5 dias de atraso o telefone é cortado e só liga depois do quinto dia após o pagamento, podendo chegar a 7 dias se a conta for paga no sábado ou na sexta-feira a tarde. Dia 13 vence a conta e, mesmo que ele não tenha usado os seus pulsos (de 100 a 500 minutos por mês dependendo da taxa básica que paga: de R$ 42,00 a R$ 71,00 para o “fale 500”), o seu telefone é cortado no dia 18 e só volta a funcionar 5 dias depois que ele paga, ou seja: somente no dia 7 do mês seguinte. E os minutos que essa pessoa tem direito e que paga por ela, mesmo que atrasado?

Mas não é só isso. A Telemacaca, sem concorrência em Soborno, cobra o que quer pela internet, que pode custar até R$ 174,00 a Vex de 1 MB.

As injustiças provocadas pela Telemacaca, sem que alguém mexa com ela, são enormes. E o povo não tem advogados para ingressar com processos.

As defensorias públicas exploram e humilha o pobre, se este for procurá-los, fazendo o cidadão madrugar nas filas, no frio e sobre o risco da violência atual, para tentar ser ouvido por um estagiário, tão cego quantoele, pois, somente depois das 8h distribuem 20 números, sem a certeza atender o cidadão. Ainda tem as exigências absurdas, contrário as próprias leis, de uma série de documentos autenticados e com firma reconhecida. São bandidos ou trabalham como bandidos!

Assim queeu assumir, voufiscalizar também o MP no meu município, denuniar e procurr um meio de processá-los. Pode acreditar.

Os servidores da defensoria pública do meu município são bandidos, vassalos de cartórios, ou completos incompetentes. Nenhum deles merece o título de “Defensor”. Eu vou fiscalizar isso também. E se encontrar erros eu vou processar procuradores, estagiários de advocacias e selecionadores de filas em defesa de meus eleitores. Eles não podem fazer isso com os cidadãos.

“Minha resposta: Eu estou como você sem saber o que aconteceu, de verdade, na transação da Telemacaca com o filho do presidente. Estou como você esperando um esclarecimento da Telemacaca, do Robinho ou do Lulaf, mas parece que nenhum deles (nem pai nem filho ou a Telemacaca) se sente na obrigação de esclarecer a opinião publica o que aconteceu. Acho que, para eles, a população não significa nada.

Só sei que depois dessa transação doRobinhocom a Telemacaca, apareceu o telefone para pobre onerando o público e tirando direitos; depois fizeram uma mágica e transformaram os pulsos de 4 minutos em um único minuto (majorando os custos em até 233%, além do aumento normal que já era grande: a assinatura básica subiu de R$ 18,00 para mais de R$ 42,00 nesse governo – mais que o salário mínimo). Por outro lado, eu não acredito que o Robinho seja um menino prodígio das comunicações e ou da internet para a Telemacaca pagar tanto por ele. Pra mim, há muitos garotos realmente prodígios navegando na Net por esse Corrupo afora”.

“Em respeito à defesa de pobres na justiça? Posso garantir que há muitos serviços para advogados e dinheiro para todos, pois os pobres têm direitos a serem requeridos, acrescidos de indenizações e atrasados suficiente para pagar os custos dos processos e os serviços advocatícios. Processos esses com total garantia de sucesso, pois são direitos constitucionais e pagam os custos quem perde. E quem perderá serão aqueles que negam ou usurpam esses direitos (empresários governos...).

Hoje em dia os usurpadores e exploradores do povo (governos e empresários), jogam com a morosidade dos processos (da justiça) para ganhar e fazer acordos com os lesados. Demora tanto uma causa que eles suspendem as reclamações em troca de mixarias. Outros nem entram com processos porque sabem que demorará uma vida, sem solução para quem reclamou, perdendo tempo, dinheiro e se estressando por um direito.

Assim, os banco roubam um pouquinho de cada um, a Telemar rouba impulso enquanto der para ela roubar

As lojas vendem qualquer coisa sem qualidade (sabem que não vão indenizar ninguém), prometem e não cumprem, negando os direitos.

Os seguros não pagam as indenizações, as crianças não têm escolas, o povo não tem postos de saúde nem hospitais, as ruas estão cheias de buracos danificando os carros e provocando acidentes...

Há propagandas claramente enganosas feitas com auxílio de celebridades, sem que ninguém reclame, colocam soda causticas nos leites e não indenizam ninguém... Quem esse povo vai recorrer se a morosidade da justiça é injusta e favorece os ricos bandidos ao mesmo tempo que aumenta os custos das reclamações?

Eu culpo a OAC que não olha pra nada, fazendo vista grossa a todas as injustiças que tem acontecido em Corrupo.

O custo processual é grande mesmo. Não dar para o advogado bancar nem com a ajuda do pobre cliente. Veja:

O Advogado paga para estudar, depois paga o aluguel do escritório, IPTU, computadores, água, luz, taxa de condomínio, telefone, computadores, internet. Paga a secretárias e despesas com o escritório de um modo geral. Tem o custo cartorário. Tem que pagar ainda as passagens para a secretária ou outros auxiliares, para investigar, e o processo demora demais. Como manter essas despesas, por qualquer processo, por longo tempo?

Tem que ser feito alguma coisa e urgente!

Serviço os advogados têm (e muitos) porque há muitas injustiças e muitas empresas explorando os consumidores, os trabalhadores e os políticos ricos, os governos. Explorando o público em geral. mas eles, esses advogados de pobres, não têm como trabalhar de forma correta e acabam perdendo a causa (processo) ou empurrando com a barriga também na espera de um milagre, ou aceitando acordos prejudiciais aos seus clientes, por que eles não podem buscar provas com uma investigação séria sem dinheiro.

Já os advogados que trabalham com os ricos podem correr atrás de equipes para forjar, investigar, analisar, vistoriar... Apostando na morosidade. E aparecem seus serviços. Não porque sejam melhores, mas porque tem recursos (dinheiro). Podem ir atrás das provas e ou de documentos para complementar o processo e ainda tem a demora que lhe favorece. O Advogado pobre não pode pagar um cafezinho todos os dias porque o dinheiro tem que sobrar para a gasolina (passagens ou transportes) e para as despesas processuais mínimas”.
- Acaba de falar, olha para mesa e diz, encerrando – “ACORDE OAC! ACORDE PARA DEFENDER A POPULAÇÃO CORRUPANA!!!” VAMOS LUTAR PARA A AGILIZAÇÃO DA JUSTIÇA! POIS DO JEITO QUE ESTÁ NÃO HÁ JUSTIÇA PARA POBRES EM CORRUPO!”

O Presidente da mesa olha as horas, quase meia noite, e diz - “Vereadora, antes de encerrar, explique como a OAC pode ajudar mais, na sua concepção, a população Curropana? Mas seja breve, você adora falar” – rir comentando – “Parece um velho caudilhos, porém saudoso, que conhecemos bem. E você é tão novinha...”

- “Vocês têm poder (dinheiro e acesso a mídia), porque não usam em defesa do povo buscando a agilização da justiça? Aliás, todos os delegados corruptos, todos os juízes, grande parte dos políticos são advogados.” – Pára olha para todos, tira o microfone do pódio e fica com ele não mão, chegando mais para a mesa. E continua – “Sugiro que a Ordem compre 30 minutos na rede Globo diariamente, antes do Jornal Nacional, e inicie uma campanha para esclarecer a população de seus direitos, criticando a morosidade da justiça, denunciando injustiça promovida por essa morosidade, que é absurda e que prejudica tanta gente humilde trancando direitos e dinheiros das indenizações nas mãos dos sonegadores e usurpadores.

Para se ter uma idéia, o povo não sabe que a constituição diz “ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante”, porque a polícia mete a mão, prende, até tortura física e psicológica é usada constantemente em Corrupo, quando não mata; que “a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada”, “que ninguém pode ficar sem a assistência de uma advogado”; que “o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado”; que “é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral”...

Se essas leis fossem respeitadas não existia tantos presos em delegacias e presídios sem assistência e até sem julgamento...

Cadê os mutirões de advogados para vistorias nessas delegacias e presídios para ver quantos presos ilegais há?

Desculpe-me, mas vocês, dirigentes de ONGs, não fazem quase nada, vivem como reis e ganhando para isso. Não são diferentes dos senhores feudais dos impérios de outrora. Eu aqui encerro”.
– Olha para a mesa e parece que ninguém ligou para o que ela disse devido o cansaço e a vontade de fugir dali e fala devolvendo o microfone ao pódio – “Espero não ter mais nenhuma pergunta, porque estou cansadinha. Só quero passar num barzinho para beber um chope e escutar uma música ao vivo" – Vira para os espectadores e pergunta – “Aonde tem um local bem legal para irmos?”

A plateia começa a descer e ir de encontro a ela para cumprimentá-la, com alguns perguntam se pode acompanhá-la no tal barzinho? E provocam uma enorme confusão... Ela rir, abraça, beija e diz: “que sim! Mas que nem sabe para onde vai. Que só tem certeza que vai a algum lugar porque precisa.”

Num instante alguém sugere um local e vão à frente para organizar o local para a galera. Márcia, sua amiga, instrui seus funcionários, que limparão tudo, e segue com a galera na frente, incluída na bagunça.

A Juíza fica com Margarida conversando com os conselheiros da Ordem e essa pede a doutora para fazer companhia aos conselheiros e explicar que seu modo de falar não é rebeldia. Rindo diz

“Aproveite, Doutora! Vamos dançar”

Uma turma entra no carro de Margarida para orientá-la no percurso até o bar fazendo a maior baderna.

No bar a maioria esquece-se de política, incluindo Margarida e Márcia. Márcia porque quer relembrar os tempos de gandaia e Margarida porque sempre esteve do lado de fora vendendo suas flores, doces, chicletes e balas; reúnem-se em mesas destacadas alguns grupos de jovens, a juíza e alguns advogados para discutir interesses políticos de grupos. Os jovens querendo aprender, ter apoio e opiniões daqueles juristas sobre suas ideologias verdes ainda. A ex-juíza interessada nas políticas da OAC e os conselheiros querendo saber da vida social e profissional na área internacional da qual a ex-Juíza é mestra.

Já são quase quatro horas da manhã quando as amigas se preparam para ir. A Juíza já tinha ido. Dividas ficaram nas mesas, Márcia acerta as contas e duas seguem para o apartamento do Flamengo.

Às dez horas Margarida já está em pé fazendo exercícios quando a amiga acorda. Esta retorna os telefonemas para a empresa e sabe que está tudo bem tendo a frente o Raimundo, arquiteto que paquera a Márcia. Ela, ainda se queixando da ressaca começa a preparar um lanche rápido para ambas comerem e Margarida sai para correr dizendo que tem que jogar para fora, suando, o álcool consumido naquela madrugada.

Márcia adora tirar retratos, e com tantos fotógrafos e cinegrafistas na assembléia da OAC e no bar para onde foram não cabe de inquietação e liga a tevê para saber das notícias gravando tudo que pode. Descobre que pouca coisa boa, da noite anterior, foi noticiada.

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Segue a Parte III.


Em revisão e edição... Vai acompanhando. Quem sabe você não aprende alguma coisa, mesmo que seja me xingar?

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